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Quarta-feira, 27 Maio, 2026
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    Vereador afastado após prisão se cala e Câmara pode ficar com um vereador a menos

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    O vereador afastado da Câmara de Campo Grande, Claudinho Serra (PSDB), ainda não informou o presidente do Poder Legislativo da Capital, vereador Carlão (PSB), se voltará ou não da licença solicitada.

    O vereador pediu afastamento da Câmara após ser preso em Operação do Gaeco. A licença vence no próximo dia 12, mas até o momento ele não informou, mesmo procurado pela Câmara, se retorna ou não ao cargo.

    O regimento permite uma licença de no máximo 120 dias. Caso o vereador não compareça e não apresente atestado, a Câmara abre procedimento de falta.

    A Câmara deve ficar com um vereador a menos mesmo que Claudinho não se manifeste, já que a decisão judicial determinou que o suplente, Gian Sandim (PSDB), ficasse no cargo apenas por 120 dias.

    Claudinho se afastou do cargo, por 120 dias, no dia 14 de maio. Na ocasião, disse que se afastaria para tratar a saúde e preservar a dignidade. “Seguindo recomendações médicas, solicitei licença para tratamento de saúde. Para continuar o tratamento da minha saúde, bem como para preservação da minha dignidade, integridade psicológica, com o fim de cuidar do bem-estar da minha família e concentrar todos os esforços em minha defesa, decidi pedir licença para tratar de interesse particular, sem qualquer remuneração”, justificou.

     O vereador disse ainda que os fatos investigados são antigos e não possuem qualquer relação com o mandato de vereador que exercia desde maio de 2023.

    Claudinho Serra foi preso na terceira fase da Operação Tromper. Segundo denúncia do MPE, ele era o responsável por chefiar suposta quadrilha instalada em Sidrolândia.

    “Das provas angariadas, ficou constatado que Cláudio Jordão de Almeida Serra Filho é o mentor e responsável pela articulação dos esquemas relacionados à fraudes em processos licitatórios, desvios de recursos públicos pagamentos/recebimentos de propina que envolvem os já denunciados Ueverton da Silva Macedo e Ricardo José Rocamora Alves”, diz parte da acusação.

    Segundo o MPE, foram reveladas várias provas concretas da existência outros esquemas chefiados por Cláudio Serra que estão em pleno funcionamento, denotando-se a firme e ininterrupta atuação criminosa que há anos atua no Munícipio de Sidrolândia, fraudando licitações e contratos públicos, corrompendo servidores públicos e causando enorme prejuízo ao erário público.

    Foto: Izaias Medeiros/Câmara

    Fonte: Investiga MS

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