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De novo: Rio Formoso fica completamente marrom com o fim da estiagem

Impacto ambiental afeta turismo e preocupa moradores e autoridades As chuvas recentes na região de Bonito e Jardim trouxeram um alívio ao Rio da Prata, fazendo-o renascer em trechos que estavam secos há mais de três meses. No entanto, o aumento do volume de água causou novamente o turvamento do Rio Formoso, que é famoso […]
Por Camila Duarte - Meu MS News
Publicado em 07/11/2024 - 15:18 | Meu MS News
De novo: Rio Formoso fica completamente marrom com o fim da estiagem
Foto: Divulgação

Impacto ambiental afeta turismo e preocupa moradores e autoridades

As chuvas recentes na região de Bonito e Jardim trouxeram um alívio ao Rio da Prata, fazendo-o renascer em trechos que estavam secos há mais de três meses. No entanto, o aumento do volume de água causou novamente o turvamento do Rio Formoso, que é famoso por suas águas cristalinas e por atrair turistas de todo o país.

Nas últimas 24 horas, mais de 66 milímetros de chuva foram registrados, e a situação tem incomodado a comunidade local. O turvamento das águas impacta diretamente a economia da região, com balneários fechando e turistas tendo que cancelar passeios, afetando o fluxo de visitantes e a renda do setor.

Imagens enviadas ao Campo Grande News mostram a situação do Rio Formoso, próximo à ponte do Hermínio e à RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) Rancho do Tucano, locais que evidenciam o problema ambiental. A recorrência do fenômeno já é motivo de investigação pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

O prefeito de Bonito, Josmail Rodrigues (PSDB), informou que a situação está sendo monitorada. “Graças a Deus choveu, pois o rio estava seco, e chuva é sempre uma bênção. Estamos desenvolvendo um projeto para evitar o turvamento da água”, declarou ele. Segundo o prefeito, um convênio entre a Prefeitura, a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e o Governo do Estado deve ser assinado até dezembro. Esse projeto busca alternativas para reduzir o turvamento, mas o resultado das pesquisas deve demorar aproximadamente um ano para ser apresentado.

Para mitigar o problema a curto prazo, nove máquinas estão operando na região há 40 dias como parte de um esforço conjunto com o Estado, segundo Josmail. “As coisas não mudam do dia para a noite, mas estamos empenhados em proteger nossas águas”, acrescentou.

A reportagem também procurou o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) para obter mais informações sobre as ações do Estado na fiscalização e proteção ambiental na região, mas ainda não obteve resposta. O espaço permanece aberto para futuras atualizações.

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Edição:
Redação Meu MS News