A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), afirma que a consultoria para criação da polêmica reforma administrativa aprovada na Câmara de Campo Grande não teve custo para a prefeitura, já que foi paga pelo Partido Progressista (PP).
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A prefeita, que chegou a convocar coletiva, mas cancelou minutos depois, na tarde de ontem, concedeu entrevista ao Programa Tribuna Livre, da FM Capital, onde justificou que as mudanças vão ao encontro do que a população cobrou durante a campanha e reduzirão em 30% a estrutura, além do gasto com folha de pessoal e custeio da máquina.
“A população do Brasil tem cobrado resultado e para que possa ter resultado, temos que tomar medidas que venham ao desencontro de interesses, mas a favor de investimento da cidade e diminuir máquina. Não podemos gastar mais do que arrecadamos. Não posso pensar em trabalhar quatro anos sem condições de investir no que a população tem cobrado”, justificou a prefeita.
Adriane citou os mais de 1.100 quilômetros de ruas sem asfalto na cidade, ponderou que a redução da máquina gera burburinho e questionamentos, mas disse que políticas públicas não serão afetadas, já que investirá o que está economizando com custeio e gasto com pessoal.
A prefeita também comentou a junção da Secretaria de Desenvolvimento com a de Meio Ambiente e disse que segue modelo usado em capitais e no Governo do Estado. Segundo Adriane, a mudança traz um novo caminho para conseguir resultados, já que a população cobrava celeridade em licenças, que acabam travando o desenvolvimento da cidade.
Adriane repetiu, por diversas vezes, que foi duramente cobrada durante o processo eleitoral e, ouvindo os eleitores, entendeu que política é importante, mas a entrega de resultados é ainda mais importante. “As pessoas estão cobrando resultado. Conhecem os problemas, são informadas e cobram a gestão. Não vou pensar se politicamente vou agradar, mas na entrega para população”, declarou.
Fonte: Investiga MS


