Com chuvas no bioma, apenas uma base militar segue ativa; 1,6 milhão de hectares queimados em MS em 2024
O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, determinou a retirada de militares das Forças Armadas que atuavam no combate aos incêndios no Pantanal. A portaria, publicada nesta quinta-feira (12) no Diário Oficial da União, oficializa a decisão, que já estava em vigor desde 10 de novembro.
Alívio no bioma com o início das chuvas
Com o começo do período de chuvas e cheias no Pantanal, não há focos de incêndio ativos em Mato Grosso do Sul, segundo o Corpo de Bombeiros. Apenas uma base militar permanece ativa na região. Durante o pico das queimadas em julho deste ano, cerca de mil pessoas, incluindo centenas de militares das Forças Armadas, atuaram no combate às chamas no estado, conforme destacou o governador Eduardo Riedel (PSDB).
Ano devastador para o Pantanal
Em 2024, o bioma enfrentou um ano crítico, com 1,6 milhão de hectares queimados em Mato Grosso do Sul, superando os danos registrados em 2020, considerado o pior ano para o Pantanal. A seca prolongada, mudanças climáticas e ações criminosas foram os principais fatores responsáveis pela destruição da vegetação e pela morte de inúmeros animais. Áreas protegidas como a Serra do Amolar também foram afetadas.
Apoio das Forças Armadas
Durante o combate, as Forças Armadas forneceram equipamentos, veículos e aeronaves, incluindo o KC-390, um superavião com capacidade para armazenar 12 mil litros de água. Além disso, tropas foram enviadas para a fronteira entre Mato Grosso do Sul e a Bolívia, onde incêndios no país vizinho ameaçavam avançar para o território brasileiro.
Planos para 2025
Em entrevista coletiva realizada ontem (11), a diretoria do Corpo de Bombeiros anunciou que a força-tarefa contra incêndios florestais será permanente em 2025, com atuação prevista para os 365 dias do ano. Ao todo, 408 militares estarão envolvidos, sendo 240 temporários e 168 novos soldados. As 11 bases existentes permanecerão ativas, cada uma com quatro militares e uma viatura alocada.
A medida reflete o compromisso em proteger o Pantanal, considerado o maior bioma alagado do mundo, frente aos desafios impostos pelas mudanças climáticas e pela ação humana.


