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Estado

Estudo afirma que dragagem no Rio Paraguai terá impacto “desprezível”

Análise técnica contesta críticas ambientais e reforça que intervenções não afetam a dinâmica do rio, nem o modo de vida das comunidades ribeirinhas. Um estudo de viabilidade hidráulica e ambiental realizado pela empresa argentina Serman & Associados concluiu que as obras de dragagem no Rio Paraguai, entre Corumbá e Foz do Apa, não trarão impactos […]
Por Camila Duarte - Meu MS News
Publicado em 06/06/2025 - 13:30 | Meu MS News
Estudo afirma que dragagem no Rio Paraguai terá impacto “desprezível”
Foto: Divulgação

Análise técnica contesta críticas ambientais e reforça que intervenções não afetam a dinâmica do rio, nem o modo de vida das comunidades ribeirinhas.

Um estudo de viabilidade hidráulica e ambiental realizado pela empresa argentina Serman & Associados concluiu que as obras de dragagem no Rio Paraguai, entre Corumbá e Foz do Apa, não trarão impactos significativos à dinâmica hídrica do rio. O trecho, com cerca de 600 km, faz parte do projeto da Hidrovia do Paraguai, que o governo federal pretende conceder à iniciativa privada ainda neste ano.

A análise, encomendada pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), rebate as críticas de setores ambientalistas. Segundo o relatório, eventuais variações no nível da água após a dragagem serão mínimas, entre 0,5 cm e 1 cm, seja na cheia ou na seca. Já a alteração na velocidade da água será pontual, com variação de apenas 2 cm por segundo.

De acordo com os especialistas, os efeitos não se acumulam ao longo do rio. As variações de nível “tendem a desaparecer a montante” e não causam nenhum tipo de desequilíbrio. “As mudanças hidrodinâmicas entre os cenários com e sem dragagem são tão pequenas que se tornam indetectáveis”, detalha o laudo.

Sedimentação e ecossistema não serão afetados

O estudo também avaliou o comportamento dos sedimentos. O material retirado durante a dragagem será depositado em áreas específicas e, com o tempo, será redistribuído pelo próprio fluxo natural do rio. Não haverá elevação permanente do leito.

Outro ponto importante é que a dragagem de manutenção não interfere nos ciclos naturais do Pantanal. Ou seja, não afeta o início ou a duração das inundações, fundamentais para a reprodução dos peixes e a oferta de alimentos. As áreas de inundação também permanecem inalteradas, assim como o cotidiano das comunidades ribeirinhas.

Além disso, os trechos mais críticos devem receber intervenções com duração de apenas alguns dias consecutivos, segundo o planejamento apresentado.

Dragagem é feita há décadas em outro trecho

A dragagem já ocorre anualmente há mais de 20 anos no trecho entre Corumbá e Cáceres (MT), com licenciamento regular do Ibama. Mesmo assim, a dragagem entre Corumbá e Foz do Apa enfrenta resistências.

Durante o evento Diálogos Hidroviáveis Internacional, realizado em Corumbá no dia 5, o presidente da Adecon (Agência de Desenvolvimento Sustentável das Hidrovias e dos Corredores de Exportação), Adalberto Tokarski, criticou a postura do órgão ambiental. “O Ibama cobra o que não precisa. Navegamos nesse trecho há mais de 100 anos sem causar impacto ao Pantanal”, afirmou.

Segundo o Dnit, o Ibama já enviou o termo de referência para a elaboração do EIA-RIMA, necessário para liberar a obra. Caso a concessão não avance, o próprio Dnit deve executar o serviço, previsto desde 2021.

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Edição:
Redação Meu MS News
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