O caso de Óscar Denis Sánchez completa cinco anos nesta terça-feira (9). Ele foi sequestrado por guerrilheiros na fronteira com Mato Grosso do Sul, e o caso continua sem solução. Por isso, a família fez um protesto cobrando respostas das autoridades do Paraguai.
O ex-vice-presidente do Paraguai, Óscar Denis Sánchez, completa cinco anos de sequestro por guerrilheiros do grupo EPP (Exército do Povo Paraguaio) nesta terça-feira (9). O caso, com efeito, ocorreu na fronteira com Mato Grosso do Sul e segue sem solução até hoje.
Com o lema “Todo dia 9 de setembro não é apenas um ato de família, mas um ato de dignidade”, os familiares de Óscar Denis protestaram na manhã de hoje na esplanada da Catedral Metropolitana de Asunción. Eles, em suma, cobram respostas das autoridades paraguaias.
Óscar Denis, ex-deputado e ex-senador, foi vice-presidente do Paraguai de 2012 a 2013. Os guerrilheiros o sequestraram de sua propriedade, a Estância Tranquerita, localizada a 65 km de Bela Vista e a 76 km de Ponta Porã. O funcionário que o acompanhava também foi sequestrado, mas a polícia o liberou horas depois.
Nos últimos anos, as autoridades paraguaias realizaram várias operações na linha internacional em busca de pistas sobre um possível cativeiro. No entanto, nenhum vestígio concreto foi encontrado.
Durante o ato na capital paraguaia, as três filhas de Óscar Denis divulgaram um comunicado para o presidente do Paraguai, Santiago Peña. “Pedimos a você, em nome de todas as famílias feridas pela violência e pela insegurança, que brilhe e faça o Paraguai brilhar no que há de mais essencial, que é garantir justiça, paz e segurança para seus habitantes”, dizia a nota. Não há nenhuma informação concreta de que o ex-vice-presidente ainda esteja vivo.


