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    Novas tarifas de Trump sobre produtos da China chegarão a 104% na quarta-feira

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    O presidente dos EUA confirmou a ameaça de retaliar o país asiático e anunciou nesta terça-feira (8) uma nova tarifa de 50% em cima das taxas já impostas anteriormente aos produtos chineses

    As novas tarifas sobre as importações chinesas para os Estados Unidos subirão para 104% na quarta-feira (9), anunciou a Casa Branca nesta terça-feira (8), cumprindo uma ameaça do presidente Donald Trump. O republicano anunciou na semana passada que suas novas tarifas aduaneiras alcançarão 54% sobre os produtos chineses a partir de quarta-feira, e ameaçou aumentá-las em mais 50% caso a China retaliasse. Pequim decidiu impor um imposto de 34% sobre os produtos americanos a partir de quinta-feira.

    “Presidente quer fazer um acordo com a China, mas não sabe como começar”, disse a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, em entrevista coletiva nesta terça-feira (8). “Se a China fizer um acordo, presidente ficará afável”, afirmou. Leavitt disse que as negociações sobre as tarifas vão priorizar aliados e parceiros.

    As negociações serão no modelo one-stop (completas), o que significa que a presença militar e ajuda estrangeira serão pontos considerados nas discussões sobre tarifas, disse a porta-voz. Leavitt afirmou ainda que estão em andamento conversar sobre tarifas com Israel. Em relação ao Irã, a porta-voz disse que as negociações de sábado serão diretas.

    Um dia antes da entrada em vigor de novas tarifas aduaneiras americanas sobre as importações, sobretudo chinesas e europeias, as bolsas da Europa fecharam em alta (+2,50% em Paris, +2,71% em Londres). A da Ásia também subiu (+6,02%), enquanto o Dow Jones fechou em baixa de 0,84%. Um respiro para os investidores depois que trilhões de dólares derreteram desde a última quarta-feira, quando o presidente americano anunciou tarifas para boa parte das importações da maioria dos países do mundo.

    Como considera que seus parceiros comerciais “saqueiam” os Estados Unidos, Trump impôs desde sábado uma tarifa adicional universal de 10% sobre os produtos importados, com algumas exceções como o ouro e a energia. Essa tarifa subirá a partir de quarta-feira para dezenas de aliados comerciais importantes, em particular a UE (20%) e o Vietnã (46%).

    A administração americana afirma, no entanto, seguir aberta à negociação, o que explica o alívio dos mercados. Nesta terça-feira, Trump afirmou ter tido uma “conversa muito boa” com o primeiro-ministro e presidente interino da Coreia do Sul, Han Duck-soo, segundo uma mensagem publicada na plataforma Truth Social.

    “As instruções do presidente para todos nós foram muito claras: devemos dar prioridade a nossos aliados e parceiros comerciais”, comentou o principal assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, na Fox News. O presidente decidirá “quando e se devemos falar com a China, mas até agora, recebemos a instrução de dar prioridade a nossos aliados e parceiros comerciais como Japão, Coreia e outros”, continuou.

    Desde que voltou à Casa Branca em janeiro, Trump já aplicou um acréscimo de 20% sobre os produtos chineses. Com os 34% anunciados na semana passada, deveria chegar aos 54% a partir desta quarta-feira. Não será assim. O republicano ameaçou taxa em mais 50% os produtos chineses se Pequim retaliasse, e como o fez (com um imposto de 34% sobre os produtos americanos a partir de quinta-feira), as novas tarifas aumentarão para 104% na quarta-feira, anunciou a Casa Branca.

    Um porta-voz do Ministério do Comércio chinês estimou que “a ameaça dos Estados Unidos de aumentar as tarifas contra a China é um erro após outro e expõe mais uma vez a natureza chantagista dos Estados Unidos”. O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, disse nesta terça-feira que seu país tem “ferramentas” suficientes para “compensar” a turbulência econômica, segundo a agência Xinhua.

    O governo americano parece otimista. O secretário de Finanças, Scott Bessent, declarou à Fox News que “talvez cerca de 70 países” já entraram em contato com a administração americana para falar das tarifas. “Tudo isso vai na direção correta”, disse aos senadores americanos o representante comercial Jamieson Greer. “Devemos nos distanciar de uma economia baseada unicamente no setor financeiro e no gasto governamental” para nos centrarmos em uma “baseada na produção de bens e serviços reais”, avaliou.

    Greer afirmou que o país perdeu cinco milhões de empregos manufatureiros e 90 mil fábricas nos últimos 30 anos, desde que se promulgou o acordo de livre comércio trilateral com México e Canadá. A UE prepara sua resposta, que será apresentada “no início da próxima semana”, segundo um porta-voz da Comissão Europeia. Os analistas consideram que a guerra comercial pode minar a economia mundial, com riscos de inflação, desemprego e diminuição do crescimento.

    As medidas causaram alvoroço até mesmo no gabinete dos Estados Unidos. O homem mais rico do mundo, Elon Musk, assessor de Trump e o rosto dos cortes nos gastos federais, chamou nesta terça de “um completo imbecil” Peter Navarro, um dos principais conselheiros comerciais da Casa Branca. O bilionário chefe da Tesla, SpaceX e X o reprova por ter dito que ele “não é um fabricante de automóveis”, mas sim “um montador” que trabalha com peças importadas da Ásia.

    *Com informações da AFP e Estadão Conteúdo
    Publicado por Carolina Ferreira

    Fonte: Jovem Pan News

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