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    Trump intensifica ameaças contra Harvard, e universidade responde: ‘Não vamos abandonar nossa independência’

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    Trump exige que a instituição, localizada perto de Boston, acabe com suas políticas DEI (diversidade, equidade e inclusão) e combata o antissemitismo

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou sua guerra contra a prestigiosa Universidade de Harvard, que se recusa a atender às suas exigências. “Deveria perder seu status de isenção fiscal e ser taxada como uma entidade política”, disse o presidente republicano em sua rede Truth Social. A reação do Republicado vem após ele anunciar o congelamento de 2,2 bilhões de dólares (R$ 12,85 bilhões) em fundos federais, ele ameaçou retirar suas vantagens fiscais nesta terça-feira (15). Trump “quer ver Harvard pedir desculpas. E Harvard deveria pedir desculpas”, disse a secretária de imprensa americana, Karoline Leavitt, aos jornalistas nesta terça-feira. Trump exige que Harvard, localizada perto de Boston (noroeste), acabe com suas políticas DEI (diversidade, equidade e inclusão) e combata o antissemitismo. Em uma carta aos alunos e professores, o reitor de Harvard, Alan Garber, afirmou na segunda-feira que a universidade “não abandonará sua independência ou seus direitos garantidos pela Constituição”.

    “Nenhum governo, independentemente do partido no poder, deve ditar às universidades privadas o que elas podem ensinar, quem elas podem recrutar e contratar, ou quais tópicos elas podem pesquisar”, afirmou. Ele se referiu à exigência do governo Trump de que Harvard “auditasse” as opiniões de alunos e professores. “Harvard não está disposta a aceitar exigências que vão além da autoridade legítima desta ou de qualquer outra administração”, declararam seus advogados pouco antes. “Nossos valores não estão à venda”, disse o conselho editorial do The Crimson, uma publicação de Harvard, nesta terça-feira, que chamou de “extorsão federal” as tentativas do governo republicano de subjugá-la. “Enquanto a Casa Branca tenta dizimar o ensino superior americano, esperamos que outras universidades se juntem a nós para fortalecê-lo”, observam.

    Assim como outras instituições educacionais nos Estados Unidos, a renomada universidade tem sido palco de protestos estudantis contra a guerra de Israel em Gaza e se tornou um alvo da Casa Branca desde que Donald Trump retornou ao poder em janeiro. O Departamento da Educação anunciou o congelamento de 2,2 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 13 bilhões) em subsídios durante vários anos e a rescisão de contratos plurianuais por 60 milhões de dólares (R$ 350 milhões), alegando a “inaceitável” interrupção dos estudos pelos protestos e o “intolerável assédio a estudantes judeus”. No final de março, o governo americano anunciou que considera privar Harvard de cerca de 9 bilhões de dólares (cerca de R$ 52 bilhões) em subsídios federais.

    A universidade privada conta com um patrimônio de mais de 50 bilhões dólares (R$ 293,5 bilhões, em valores atuais) e desfruta de isenção fiscal do governo federal e outra do estado de Massachusetts. Este é o mais recente ataque contra uma instituição acadêmica depois que a administração colocou de joelhos a Universidade de Columbia, em Nova York, que concordou em se submeter às exigências do governo do republicano para evitar perder 400 milhões de dólares (R$ 2,3 bilhões) em fundos federais. As exigências incluem controlar a admissão de alunos, permitir a presença de dezenas de agentes de segurança no campus com o poder de prender “agitadores” e revisar a oferta de estudos regionais, especialmente aqueles relacionados ao Oriente Médio e a Israel. Além de Harvard e Columbia, outras universidades foram ameaçadas com cortes de ajuda federal se não cumprirem as diretrizes do governo republicano.m o Departamento de Estado.

    *Com informações da AFP
    Publicado por Sarah Paula

    Fonte: Jovem Pan News

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