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    Rússia pede ‘firmemente’ aos EUA que libertem Maduro

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    Kremlin reafirmou seu apoio ao presidente venezuelano no mês passado, e é um dos poucos que parabenizaram o líder após sua reeleição em 2024, cuja legitimidade foi questionada

    A Rússia condenou a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela neste sábado (3) e exigiu que Washington liberte o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, após o presidente Donald Trump anunciar sua captura. A Venezuela é o aliado mais importante que a Rússia tem na América Latina, embora o Kremlin não tenha chegado a oferecer assistência a Caracas em caso de conflito com os Estados Unidos. “Pedimos firmemente às autoridades americanas que reconsiderem sua postura e libertem o presidente legalmente eleito do país soberano e sua esposa”, destacou o Ministério russo das Relações Exteriores em um comunicado. Previamente, Moscou havia denunciado “um ato de agressão armada contra a Venezuela (…) profundamente preocupante e condenável”. “Os pretextos utilizados para justificar tais ações são insustentáveis. A hostilidade ideológica prevaleceu sobre o pragmatismo empresarial”, afirmou a chancelaria.

    Mais cedo, havia exigido “um esclarecimento imediato da situação” de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. A Rússia reafirmou seu apoio a Maduro, no mês passado, e é um dos poucos que parabenizaram o líder venezuelano após sua reeleição em 2024, cuja legitimidade foi questionada.

    Trump confirmou neste sábado que forças do país realizaram “com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e Maduro, que foi, junto com a primeira-dama, Cilia Flores, capturado e retirado do país”. “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea”, disse Trump em sua rede Truth Social. O anúncio foi feito após uma madrugada de explosões em Caracas e em estados como Miranda, Aragua e La Guaira. Relatos locais indicam ataques contra infraestruturas estratégicas, incluindo o Forte Tiuna (complexo militar onde fica a sede do Ministério da Defesa) e a base aérea de La Carlota.
    A Venezuela disse que os bombardeios dos Estados Unidos ocorridos em várias regiões do país, incluindo a capital, atingiram civis.

    “Forças invasoras (…) profanaram nosso solo sagrado nas localidades de Fuerte Tiuna, Caracas, nos estados Miranda, Aragua e La Guaira, chegando a atingir, com seus mísseis e foguetes disparados de helicópteros de combate, áreas urbanas de população civil”, disse o ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López.

    O general afirmou que estão reunindo “as informações referentes a feridos e mortos diante do ataque vil e covarde” dos Estados Unidos. O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou neste sábado que Nicolás Maduro foi preso pelos Estados Unidos e enfrentará um julgamento criminal no país norte-americano. Rubio também disse que, agora que o líder venezuelano foi capturado, não são esperadas novas ações militares dos EUA no país sul-americano.

    *Com informações da AFP

    Fonte: Jovem Pan News

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