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Estado

Prefeita de Caarapó veta própria reforma administrativa após aprovação

O projeto previa a criação de novos cargos comissionados e um impacto financeiro anual de quase R$ 1 milhão; o Executivo alegou “reavaliação política” para barrar a proposta. A prefeita de Caarapó, Maria Lurdes Portugal (PL), vetou integralmente o Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 014/2025, que dispunha sobre a reforma administrativa do município. A […]
Por Camila Duarte - Meu MS News
Publicado em 14/01/2026 - 10:44 | Meu MS News
Prefeita de Caarapó veta própria reforma administrativa após aprovação
Foto: Divulgação

O projeto previa a criação de novos cargos comissionados e um impacto financeiro anual de quase R$ 1 milhão; o Executivo alegou “reavaliação política” para barrar a proposta.

A prefeita de Caarapó, Maria Lurdes Portugal (PL), vetou integralmente o Projeto de Lei Complementar (PLC) nº 014/2025, que dispunha sobre a reforma administrativa do município. A decisão ocorre poucas semanas após a própria prefeitura ter enviado a proposta à Câmara Municipal, onde foi aprovada em sessão extraordinária no dia 16 de dezembro de 2025.

Motivação do Veto e Próximos Passos

De acordo com nota oficial do gabinete da prefeita, a medida foi resultado de uma “reavaliação política da estrutura proposta”.

  • Oportunidade Administrativa: A gestão entendeu que a sanção não seria oportuna no atual momento.

  • Diálogo Institucional: A prefeitura informou que pretende aprofundar as discussões com os servidores e com o Poder Legislativo antes de apresentar uma eventual nova proposta.

  • Ato de Rotina: A assessoria destacou que o veto é um instrumento administrativo comum e já utilizado em outras ocasiões pela prefeita.

O que previa o projeto vetado

O PLC nº 014/2025 visava substituir a estrutura administrativa atual (Lei Complementar nº 105/2024), buscando racionalizar a máquina pública. Entre as principais mudanças estavam:

  • Novos Cargos: O aumento do quadro de comissionados e funções de confiança de 154 para 167 vagas.

  • Impacto Financeiro: A reforma geraria um custo adicional com pessoal de R$ 968.553,72 já em 2026, com previsão de ultrapassar R$ 1 milhão nos anos seguintes.

  • Mudanças nas Secretarias: O desmembramento da pasta de Governo e Administração, a extinção da Secretaria de Suprimento e Logística, e a criação de superintendências de Comunicação e de Apoio à Saúde.

  • Ajustes Salariais: Reajustes para cargos específicos, como Assessor Jurídico (R$ 8.891,01) e Superintendente de Licitação (R$ 9.207,27).

Aprovação na Câmara

A proposta havia sido aprovada pelo Legislativo com 6 votos favoráveis e 3 contrários. A oposição vinha criticando o aumento de despesas e a flexibilização de requisitos de escolaridade para cargos de coordenação na Assistência Social (como CRAS e CREAS), que passariam a permitir apenas o ensino médio completo.

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Edição:
Redação Meu MS News
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