spot_img
Quarta-feira, 13 Maio, 2026
More
    InícioPolíticaPolítica InternacionalLula critica ações dos EUA na Venezuela e defende multilateralismo

    Lula critica ações dos EUA na Venezuela e defende multilateralismo

    Publicado há

    spot_img

    Afirmações estão no jornal The New York Times deste domingo

    Em artigo publicado neste domingo (18) no jornal The New York Times, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que os bombardeios dos Estados Unidos em território venezuelano e a “captura” do presidente do país, ocorridos no início de janeiro, representam “mais um capítulo lamentável da contínua erosão do direito internacional e da ordem multilateral estabelecida após a Segunda Guerra Mundial”.

    No texto, Lula critica o que classifica como ataques recorrentes de grandes potências à autoridade da Organização das Nações Unidas (ONU) e de seu Conselho de Segurança. Segundo o presidente, “quando o uso da força para resolver disputas deixa de ser exceção e passa a ser regra, a paz, a segurança e a estabilidade globais ficam ameaçadas”.

    Lula afirma ainda que a aplicação seletiva das normas internacionais compromete o sistema global.

    “Se as normas são seguidas apenas de forma seletiva, instala-se a anomia, que enfraquece não apenas os Estados individualmente, mas o sistema internacional como um todo”, escreveu.

    Para o presidente, “sem regras coletivamente acordadas, é impossível construir sociedades livres, inclusivas e democráticas”.
    Democracia

    No artigo, Lula reconhece que chefes de Estado ou de governo, “de qualquer país”, podem ser responsabilizados por ações que atentem contra a democracia e os direitos fundamentais.

    No entanto, ressalta que “não é legítimo que outro Estado se arrogue o direito de fazer justiça”. Segundo ele, “ações unilaterais ameaçam a estabilidade em todo o mundo, desorganizam o comércio e os investimentos, aumentam o fluxo de refugiados e enfraquecem a capacidade dos Estados de enfrentar o crime organizado e outros desafios transnacionais”.

    O presidente afirma ser “particularmente preocupante” que essas práticas estejam sendo aplicadas à América Latina e ao Caribe.

    Segundo Lula, elas levam “violência e instabilidade a uma parte do mundo que busca a paz por meio da igualdade soberana das nações, da rejeição ao uso da força e da defesa da autodeterminação dos povos”.

    Ele destaca que, “em mais de 200 anos de história independente, esta é a primeira vez que a América do Sul sofre um ataque militar direto dos Estados Unidos”.

    Ao tratar da região, Lula afirma que a América Latina e o Caribe, com mais de 660 milhões de habitantes, “têm seus próprios interesses e sonhos a defender”. Em um mundo multipolar, “nenhum país deveria ter suas relações externas questionadas por buscar a universalidade”.

    “Não seremos subservientes a empreendimentos hegemônicos” e defende que “construir uma região próspera, pacífica e plural é a única doutrina que nos serve”.

    Lula também defende, no artigo, a construção de uma agenda regional positiva, capaz de superar diferenças ideológicas.

    “Queremos atrair investimentos em infraestrutura física e digital, promover empregos de qualidade, gerar renda e ampliar o comércio dentro da região e com países de fora dela”, afirma. Segundo o presidente, “a cooperação é fundamental para mobilizar os recursos de que tanto precisamos para combater a fome, a pobreza, o tráfico de drogas e as mudanças climáticas”.

    Sobre a Venezuela, Lula afirma que “o futuro do país, assim como o de qualquer outro, deve permanecer nas mãos de seu povo”.

    “Apenas um processo político inclusivo, liderado por venezuelanos, levará a um futuro democrático e sustentável”.

    No texto, Lula diz ainda que o Brasil continuará trabalhando com o governo e o povo venezuelanos para “proteger os mais de 1.300 quilômetros de fronteira compartilhada” e aprofundar a cooperação bilateral.

    Ao tratar da relação com os Estados Unidos, o presidente afirma que Brasil e EUA são “as duas democracias mais populosas do continente americano”. Segundo Lula, “unir esforços em torno de planos concretos de investimento, comércio e combate ao crime organizado é o caminho a seguir”.

    “Somente juntos podemos superar os desafios que afligem um hemisfério que pertence a todos nós.”

    Fonte: Jovem Pan News

    Últimas

    Prefeita de Arcadia Admite Atuar Como Agente Estrangeira para a China e Renuncia

    Eileen Wang declarou-se culpada de atuar para o governo chinês sem notificar o Departamento de Justiça dos EUA; pena pode chegar a 10 anos de prisão.

    Pré-candidatos à Presidência Visitam Mato Grosso do Sul em Maio de 2026

    Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) participam de agendas políticas e eventos em Campo Grande e Dourados.

    Pesquisa Genial/Quaest: Encontro Lula-Trump é Visto como Positivo para o Brasil e para o Presidente

    Levantamento aponta que 60% dos brasileiros consideram a reunião benéfica para o país e 43% avaliam que Lula saiu politicamente mais forte.

    Pesquisa Genial/Quaest Indica Aumento na Aprovação do Governo Lula em Maio de 2026

    Levantamento revela queda na desaprovação e melhora na percepção sobre a direção do país.

    Relacionado

    Prefeita de Arcadia Admite Atuar Como Agente Estrangeira para a China e Renuncia

    Eileen Wang declarou-se culpada de atuar para o governo chinês sem notificar o Departamento de Justiça dos EUA; pena pode chegar a 10 anos de prisão.

    Trump Inicia Visita de Estado à China para Debater Guerra no Oriente Médio e Tarifas Comerciais

    Presidente dos EUA busca acordos em semicondutores e terras raras, enquanto tensões sobre Taiwan persistem. Primeira visita de Trump à China desde 2017.

    Irã Ultimato EUA: Aceitem Proposta de 14 Pontos ou Fracasso

    Presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, adverte sobre consequências de recusa, enquanto urânio enriquecido permanece ponto crítico em negociações.