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Estado

No Panamá, Lula diz que ‘uso da força’ não combate mazelas da América Latina

<p>O petista já havia criticado em diversas oportunidades a ação militar dos EUA no território da Venezuela</p>
Por Roberto Vieira - Meu MS News
Publicado em 28/01/2026 - 12:27 | Meu MS News
No Panamá, Lula diz que ‘uso da força’ não combate mazelas da América Latina
Foto: Divulgação

Em discurso no Fórum Econômico Internacional, presidente afirmou que o uso da força é um “retrocesso histórico” e defendeu a criação de um bloco regional para erradicar a fome.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quarta-feira (28/01/2026), durante a abertura do Fórum Econômico Internacional da América Latina, no Panamá, a substituição de intervenções militares pela via diplomática. O discurso ocorre em um momento de alta tensão regional, após a operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura de Nicolás Maduro e sua esposa, Cília Flores, em território venezuelano no início deste mês.

Críticas ao Uso da Força e “Neocolonialismo”

Lula classificou a ação militar e a divisão do mundo em zonas de influência como gestos anacrônicos:

  • Paz e Soberania: O petista afirmou que a “liberdade contra o medo” depende do desarmamento e do respeito ao direito internacional, mantendo a América Latina como uma zona de paz.

  • Doutrinas do Passado: O presidente recordou momentos em que os EUA atuaram como parceiros de desenvolvimento na região, defendendo agora uma “política de boa vizinhança” em oposição a investidas neocoloniais por recursos estratégicos.

Integração Regional e Combate à Fome

Para Lula, a solução para os problemas do continente não virá de ações isoladas, mas da união política entre as nações latinas:

  1. Bloco Econômico: Defendeu a construção de uma estrutura regional capaz de erradicar a fome e as desigualdades sociais.

  2. Lideranças Engajadas: Citou países como Chile, Argentina, Colômbia, Panamá e Honduras como peças fundamentais para um mecanismo de cooperação equilibrado.

  3. Diplomacia vs. Intervenção: O presidente reforçou que o objetivo central da sua política externa é consolidar o diálogo como ferramenta prioritária de resolução de conflitos.

Contexto: O Caso Maduro

A crítica de Lula ecoa posicionamentos anteriores contra a ação dos EUA que capturou a cúpula do governo venezuelano no dia 3 de janeiro de 2026. O presidente brasileiro tem sido um dos principais críticos da presença militar estrangeira na região, argumentando que tais atos comprometem a autodeterminação dos povos e a estabilidade democrática do hemisfério.

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