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Política Estadual

Prefeita de Campo Grande exonera servidores presos em operação contra fraudes em tapa-buraco

Mehdi Talayeh e Edvaldo Aquino, presos na Operação Buraco Sem Fim, são afastados de seus cargos após investigação do Gaeco e Gecoc.
Por Roberto Vieira - Meu MS News
Publicado em 12/05/2026 - 17:15 | Meu MS News
Prefeita de Campo Grande exonera servidores presos em operação contra fraudes em tapa-buraco
Foto: Divulgação

A Prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), formalizou a exoneração de dois servidores públicos nesta terça-feira, 12 de maio de 2026. Mehdi Talayeh, superintendente de Serviços Públicos, e Edvaldo Aquino, gerente de manutenção de vias, foram presos na manhã de hoje durante a Operação Buraco Sem Fim, deflagrada pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e pelo Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) na capital de Mato Grosso do Sul.

A edição extra do Diário Oficial de Campo Grande publicou os atos de exoneração. Além de Talayeh e Aquino, outros cinco indivíduos foram detidos na operação: Rudi Fiorese, Antônio Bittencourt Jacques Pedrosa, Fernando de Souza Oliveira, Antônio Roberto Bitencourt e Erick Antônio Valadão. A ação cumpriu sete mandados de prisão preventiva e 10 de busca e apreensão.

Durante as buscas, foram apreendidos R$ 429 mil em dinheiro vivo, distribuídos em diferentes endereços de investigados. Um servidor possuía R$ 186 mil em espécie, enquanto outro tinha R$ 233 mil. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) investiga uma organização criminosa suspeita de fraudar sistematicamente a execução de serviços de manutenção de vias públicas no município, por meio da manipulação de medições e pagamentos indevidos.

Nota do MPMS aponta que “as evidências revelaram pagamentos públicos que não correspondem aos serviços efetivamente prestados, com o propósito de permitir o desvio de dinheiro público, o enriquecimento ilícito dos investigados e, como consequência, a má qualidade das vias públicas municipais”. A investigação aponta que, entre 2018 e 2025, a empresa investigada acumulou R$ 113.702.491,02 em contratos e aditivos.

Esta operação se soma a outras investigações sobre fraudes em contratos na capital. O Coordenador de Tapa-Buraco foi preso em Campo Grande por fraude em contratos, e o Diretor da Agesul foi exonerado após a Operação GECOC investigar fraudes em Campo Grande. A Operação GECOC realizou ação contra fraudes em serviços de tapa-buraco em Campo Grande, demonstrando um foco contínuo na fiscalização desses contratos.

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