O Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou no domingo, 24 de maio de 2026, que Washington apoia o governo do Líbano. Ele alertou que as ameaças do Hezbollah de derrubar o poder “não terão sucesso”. A declaração, veiculada inicialmente no X e posteriormente reforçada por um comunicado do Departamento de Estado, surgiu horas após o líder do grupo xiita apoiado pelo Irã, Naim Qasem, rejeitar o desarmamento da organização e pressionar Beirute a abandonar as negociações com Israel.
Rubio Acusa Hezbollah de Ignorar Pedidos de Cessar-Fogo
Rubio criticou a postura do grupo. “A era em que um grupo terrorista mantinha uma nação inteira como refém está chegando ao fim”, escreveu o Secretário. Em seu comunicado, Rubio acusou o Hezbollah de desconsiderar os apelos das autoridades libanesas para cessar os ataques e respeitar o cessar-fogo. Ele também destacou a continuidade do bombardeio a posições israelenses e o deslocamento de combatentes e armamentos para o sul do país.
Hezbollah Rejeita Desarmamento e Pede Ruptura com Israel
Em um discurso televisionado, Naim Qasem declarou que a entrega das armas do grupo equivaleria à sua destruição. “O desarmamento é aniquilação, e não podemos aceitá-lo”, afirmou Qasem. O líder do Hezbollah pediu ao governo libanês que abandone as conversas com Israel. Ele expressou a expectativa de que um possível acordo entre Washington e Teerã inclua uma trégua abrangente também no Líbano.
Contexto Regional e Negociações
A declaração de Rubio ocorre em meio a uma escalada regional que envolve Israel, Irã, Líbano e grupos apoiados por Teerã. O presidente dos EUA, Donald Trump, havia afirmado no fim de semana de 22 a 24 de maio de 2026 que as negociações com Teerã mostravam avanços. No entanto, Trump ressaltou que o acordo ainda dependia de uma definição final. Uma nova rodada de negociações entre Líbano e Israel está agendada para junho de 2026, em Washington. As conversas entre EUA e Irã seguem em pauta, com expectativas de um acordo de paz no Oriente Médio, embora divergências persistam, como apontado pelo próprio Trump em declarações anteriores sobre o avanço nas negociações com o Irã.


