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Quarta-feira, 27 Maio, 2026
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    Chapa Federal do PSDB Ameaça Aliados e Gera “Operação Desmonte” para Eleições de 2026

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    A composição da chapa de deputados federais do PSDB em Mato Grosso do Sul ameaça partidos aliados e desencadeia uma “operação desmonte” visando as eleições de 2026. Republicanos, PL, PP e União Brasil veem suas projeções de vagas comprometidas pela força tucana. A nova lei eleitoral, que flexibiliza o quociente eleitoral, acentua a tensão e provoca desistências entre pré-candidatos do PSDB.

    Chapa do PSDB Dificulta Vida de Federais

    No início de maio de 2026, a reportagem do InvestigaMS revelou que a chapa do PSDB para deputado federal complicaria a situação de parlamentares já estabelecidos. Um grupo de aliados tentava, então, persuadir pré-candidatos tucanos a retirarem suas postulações. Lideranças do “chapão governista” identificaram que o sucesso da chapa do PSDB deixaria “favoritos pelo caminho” e passaram a considerar o partido como um adversário direto na disputa por vagas.

    Menos de um mês depois, em maio de 2026, o PSDB enfrenta um novo revés. Esta semana, o ex-prefeito de Chapadão do Sul, José Carlos Krug, desistiu de sua pré-candidatura. Ele alegou “motivos pessoais que lhe fazem não se sentir motivado a seguir na disputa”.

    Em 1º de maio de 2026, a mesma reportagem antecipou que pré-candidatos do PSDB estavam sendo abordados por lideranças dos partidos ameaçados, com o objetivo de convencê-los a desistir. Naquele momento, dois dos nove nomes já haviam declarado sua saída da disputa. Apesar das baixas, o PSDB busca ativamente novos nomes com potencial de “coto” para ajudar o partido a alcançar a meta de eleger um deputado federal.

    Nova Lei Eleitoral Acende Alerta

    O PSDB e partidos com menos favoritos ganharam força com uma alteração na lei eleitoral. A legislação agora não exige mais 80% do quociente eleitoral para garantir uma vaga. O quociente resulta da divisão de votos válidos pelo número de vagas disponíveis, estimado em aproximadamente 180 mil votos.

    Com a mudança, qualquer partido pode conquistar uma cadeira na “sobra” sem atingir o quociente. Basta que um dos candidatos obtenha 36 mil votos para estar apto a conseguir uma vaga nas “sobras das sobras”. Esta facilidade ligou o sinal de alerta nos demais partidos.

    Impacto nos Aliados

    No Republicanos, Beto Pereira enfrenta a ameaça direta de Isa Marcondes e Jaime Verruck. O partido reconhece chances reais de eleger um deputado, mas para chegar a dois, depende do desempenho da chapa do PSDB, considerada concorrente direta nas sobras.

    A situação do PP/União Brasil é ainda mais complexa. Dagoberto Nogueira e Geraldo Resende deixaram o PSDB na reta final das negociações para se juntarem à federação. Dagoberto obteve autorização de Tereza Cristina. Geraldo Resende, por sua vez, foi para a federação por imposição do diretório nacional do União Brasil, o que complicou a vida de todos os envolvidos. Com Dagoberto e Geraldo, a federação conta com pelo menos quatro nomes com expectativa de votação expressiva, mas as lideranças sabem ser inviável eleger todos. A chapa inclui, além dos mencionados, Rose Modesto (União Brasil) e o deputado federal Luiz Ovando (PP). Sem a força do PSDB, o grupo teria chances de eleger um terceiro deputado, deixando apenas um de fora. Contudo, com os tucanos fortes, apenas dois passariam, aumentando a chance de dois deputados não se reelegerem.

    A federação PP/União Brasil tem uma situação similar à do PL, atualmente comandado por Reinaldo Azambuja. Com o PSDB forte, o PL dificilmente alcança as três cadeiras almejadas. Pré-candidatos do PL também manifestam interesse na implosão da chapa tucana.

    As chances de crescimento do PP/União Brasil, PL e Republicanos também dependem do resultado do PT, mas neste cenário, o grupo não consegue interferir diretamente. Embora desafiador, o PT busca eleger dois deputados federais, o que dificultaria ainda mais a vida do chapão governista.

    Histórico de Perdas

    O PSDB já esteve próximo de um esvaziamento com a saída de importantes lideranças. Primeiro, Eduardo Riedel (PP) e Reinaldo Azambuja (PL) deixaram o partido. Em seguida, o trio de deputados federais Beto Pereira, Dagoberto Nogueira e Geraldo Resende também se desligou.

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