O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), viu sua remuneração mensal cair drasticamente de mais de R$ 100 mil para R$ 35,1 mil líquidos em maio de 2026. A redução ocorre três meses após seu afastamento do cargo e é resultado da suspensão do pagamento de verbas adicionais que elevavam significativamente seus rendimentos. Buzzi é investigado por denúncias de assédio sexual.
Dados do Portal da Transparência do STJ revelam que, antes do corte, o magistrado recebia valores extras que faziam sua remuneração bruta ultrapassar os R$ 100 mil mensais, chegando a quase R$ 127 mil em abril e R$ 132 mil em março. Em maio, com a suspensão dos chamados “penduricalhos”, seu salário bruto foi de R$ 44 mil, acrescido de R$ 16,4 mil em “vantagens pessoais”, totalizando R$ 61,1 mil antes dos descontos de imposto e previdência.
A medida segue a recente determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), estabelecida em março deste ano, que impôs novos critérios para o pagamento de verbas indenizatórias no Judiciário. A nova regra limita os adicionais a um máximo de 35% do subsídio dos ministros da Corte, que é de R$ 46.366,19, permitindo um extra de até R$ 16.228,16.
Marco Buzzi está afastado de suas funções desde 10 de fevereiro de 2026, sob investigação por suposta importunação sexual contra uma jovem de 19 anos durante férias em Balneário Camboriú (SC). Em abril, o plenário do STJ decidiu por unanimidade instaurar um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o ministro, mantendo seu afastamento cautelar até a conclusão do procedimento. O magistrado nega veementemente as acusações.


