O Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS) emitiu um alerta urgente nesta quarta-feira (27/05/2026) sobre uma nova onda de golpes virtuais que utilizam a inteligência artificial para simular leilões de veículos. Criminosos estão explorando a identidade visual de pátios credenciados pelo órgão, como a Autotran, para criar sites fraudulentos e enganar a população com ofertas tentadoras de veículos apreendidos.
Um dos alvos é o site “autotranleiloes.org/leiloes”, que replica com precisão a logomarca, endereço e dados institucionais da empresa Autotran, pátio credenciado em Dourados. Contudo, o Detran-MS esclarece que pátios como Autotran e PMax têm função exclusiva de guarda e remoção de veículos, não realizando leilões ou vendas. A venda oficial de veículos ligados ao Detran-MS é feita apenas por leiloeiros e empresas devidamente credenciadas, com editais publicados no Diário Oficial do Estado e no portal institucional do próprio Detran.
Além do prejuízo financeiro, as vítimas que caem no golpe correm o risco de ter seus dados pessoais, enviados durante o falso cadastro, utilizados para outras fraudes financeiras e tentativas de financiamento indevido. Adriano Cezar Pendloski, proprietário da Autotran, revelou que, apesar dos boletins de ocorrência e medidas judiciais para derrubar os sites fraudulentos, as páginas voltam ao ar em poucos dias, fazendo novas vítimas diariamente e gerando um ciclo contínuo de golpes.
O delegado Leandro Azevedo, especialista em Investigação Digital e Inteligência Artificial, reforça o alerta sobre a crescente sofisticação desses golpes. “Com a inteligência artificial, esse golpe ficou mais sofisticado. Hoje, a IA permite copiar textos, identidade visual e linguagem institucional com alta precisão, tornando alguns sites falsos quase indistinguíveis dos verdadeiros”, explica Azevedo, sublinhando a dificuldade em identificar a fraude à primeira vista.
Para evitar ser uma vítima, o delegado aponta sinais de alerta cruciais: preços excessivamente abaixo do valor de mercado, pressão para pagamentos imediatos (especialmente via Pix para terceiros), ausência de edital oficial e atendimento restrito ao WhatsApp. “Não basta o site parecer confiável: é preciso confirmar tudo em canais oficiais. Leilão oficial tem edital publicado, leiloeiro identificado e divulgação em canal oficial”, reitera. Em caso de suspeita, a orientação é registrar imediatamente um boletim de ocorrência.


