O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) esteve ontem, quarta-feira (27), em Washington, D.C., para uma série de encontros com influentes parlamentares norte-americanos. Acompanhado de seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), o senador brasileiro pautou discussões sobre a classificação de organizações criminosas como terroristas e a liberdade de expressão no Brasil.
Em reunião com o senador Marco Rubio (R-FL), Flávio Bolsonaro afirmou ter abordado a proposta de designar grupos como o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Segundo o senador brasileiro, a ideia foi “bem recebida” por Rubio, que teria demonstrado mais veemência no tema do que o próprio ex-presidente Donald Trump. Bolsonaro ainda alegou que a falta de tal classificação se deve a um pedido do atual governo Lula (PT).
Outro ponto central da agenda foi o diálogo com o senador J.D. Vance (R-OH), onde Flávio Bolsonaro discutiu a liberdade de expressão no Brasil. O senador do PL apresentou as recentes regulamentações aprovadas pelo governo brasileiro, sem especificar quais, em um contexto de crescente debate sobre o tema no país.
Os encontros na capital americana ocorrem em um momento delicado para a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Pesquisas de intenção de voto indicam uma queda em sua popularidade, posicionando-o atrás do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Essa retração nas pesquisas é atribuída, em parte, ao vazamento de conversas entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, atualmente preso. As revelações, divulgadas pelo site The Intercept Brasil, expuseram supostas cobranças de dinheiro para a produção do filme “Dark Horse”, uma cinebiografia sobre Jair Bolsonaro, filmada nos Estados Unidos. O orçamento da produção, confirmado por Flávio em R$ 134 milhões, surpreendeu ao superar o custo de grandes produções de Hollywood, incluindo recentes vencedores do Oscar.


