Os Estados Unidos designaram o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras e Terroristas Globais Especialmente Designados. A medida, anunciada pelo Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, entra em vigor em 5 de junho de 2026. O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à presidência em 2026, celebrou a decisão em sua rede social X, repostando a publicação de Rubio com a mensagem: “Grande dia 👍”.
Flávio Bolsonaro afirmou ter solicitado diretamente ao presidente americano Donald Trump a classificação das facções como terroristas. O encontro ocorreu na terça-feira, 26 de maio de 2026, nos EUA. A viagem do senador acontece em um momento delicado para sua pré-campanha presidencial de 2026, com seu nome em queda nas pesquisas de intenção de voto contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Esta queda se deu após a divulgação, pelo site The Intercept Brasil, de conversas entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro preso Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Para mais detalhes sobre as pesquisas, leia sobre a nova pesquisa de 2026. Sobre o impacto do caso Vorcaro, confira a reportagem sobre o áudio de Flávio Bolsonaro e Vorcaro.
O senador Flávio Bolsonaro também se reuniu com Marco Rubio na quarta-feira, 27 de maio de 2026, acompanhado do vice-presidente dos EUA, JD Vance, e de seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). Após a reunião, Flávio declarou a jornalistas que o principal tema da conversa foi a classificação das facções, uma proposta que, segundo ele, foi bem recebida por Rubio. O comunicado oficial do secretário de Estado Rubio, assinado na quinta-feira, 28 de maio de 2026, confirmou essa recepção positiva, ocorrendo poucas horas após o encontro em Washington. Nos bastidores, a reunião aprofundou discussões sobre crime organizado, narcotráfico e segurança regional, temas prioritários na estratégia internacional dos Estados Unidos para a América Latina.
Donald Trump já havia sinalizado em março de 2026 que enquadraria as facções brasileiras como organizações terroristas internacionais, durante a Cúpula Escudo das Américas. O governo brasileiro, no entanto, declarou-se contra a classificação. O chanceler Mauro Vieira expressou preocupação com possíveis operações dos Estados Unidos em território brasileiro. Em sessão da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, em 18 de março de 2026, Vieira afirmou que as facções são organizações criminosas que “se aproveitam para extorquir e obter ganhos financeiros”. Ele diferenciou esses grupos de organizações terroristas, que, segundo o chanceler, “têm algum tipo de inspiração política, o que não é o caso” das quadrilhas brasileiras. Para mais informações sobre a decisão americana, leia a notícia completa sobre a designação dos EUA.
João Amorim, professor de direito internacional da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), avaliou o cenário antes da oficialização da classificação. Ele disse que o “procedimento” contra as facções brasileiras “é compatível com a postura do governo Trump”. À Jovem Pan, o especialista explicou que o republicano tem utilizado o argumento de combate ao tráfico de drogas para “justificar bombardeios e ataques militares a instalações, embarcações e territórios de outros países”. Amorim acrescentou que faz parte do “histórico” dos governos norte-americanos em “classificarem pessoas e organizações como tal, mesmo sem qualquer tipo de respaldo probatório”.
“Basta lembrar que Nelson Mandela foi


