O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenou nesta quinta-feira, 28 de maio de 2026, que o exército assuma o controle de 70% da Faixa de Gaza. A decisão desconsidera os termos do cessar-fogo com o grupo terrorista Hamas, em vigor desde outubro de 2025.
“Estamos com o Hamas nas cordas”, afirmou Netanyahu. Ele acrescentou que as tropas israelenses controlam atualmente 60% da Faixa de Gaza, um aumento em relação aos 50% registrados antes da entrada em vigor do cessar-fogo. “Minha ordem é avançar para 70%”, declarou o primeiro-ministro em uma coletiva de imprensa na Cisjordânia ocupada, parcialmente transmitida pelo site do Canal 12.
Contexto e Violações do Cessar-Fogo
O anúncio de Netanyahu ocorre em meio à persistência da violência na Faixa de Gaza. O exército israelense mantém sua campanha de bombardeios na região. Israel e Hamas acusam-se mutuamente de violar o cessar-fogo, que entrou em vigor em outubro de 2025, após dois anos de guerra. O conflito foi desencadeado pelo ataque do movimento islamista palestino ao território israelense, em 7 de outubro de 2023.
A primeira fase da trégua, negociada sob pressão dos Estados Unidos, permitiu a libertação de reféns israelenses mantidos em Gaza em troca da soltura de prisioneiros palestinos. A segunda fase previa o desarmamento do Hamas e uma retirada gradual do exército israelense do território. Este avanço, contudo, parece improvável de se concretizar nas últimas semanas.
Os termos do cessar-fogo estabeleciam que as forças israelenses deveriam se retirar para além da chamada “linha amarela”. Esta linha separava a área controlada pelo Hamas da parte do território ocupada pelo exército israelense, correspondente a pouco mais de 50%. A decisão de Netanyahu sobre a Faixa de Gaza ocorre em um cenário de continuidade de conflitos globais, como a guerra na Ucrânia, onde prazos para o fim do conflito também são debatidos.
Situação Humanitária e Reações
Netanyahu já havia anunciado, em 15 de maio de 2026, que o exército havia expandido seu controle sobre a Faixa de Gaza para 60% do território. Na área sob autoridade do Hamas, mais de 2 milhões de palestinos vivem em condições de superlotação. A situação humanitária na região permanece “catastrófica”, denunciaram diversas ONGs em 22 de maio de 2026, acusando Israel de não cumprir suas obrigações. A posição de Israel no conflito tem gerado tensões diplomáticas, inclusive com organismos internacionais, como demonstrado em recentes episódios onde Israel congelou relações com Guterres em retaliação a uma lista da ONU.
Fonte: Jovem Pan News


