O Partido Liberal (PL) de Mato Grosso do Sul busca uma solução definitiva para a disputa pela segunda vaga ao Senado Federal no pleito de 2027. O diretório nacional da sigla, presidido por Valdemar da Costa Neto, concedeu autorização ao presidente estadual do partido, Reinaldo Azambuja, para encomendar uma pesquisa que definirá qual dos pré-candidatos, Capitão Contar ou Marcos Pollon, seguirá na corrida eleitoral.
A pesquisa, a ser conduzida por um instituto de abrangência nacional — com a Quaest sendo uma das possibilidades —, incluirá análises qualitativas sobre o potencial das candidaturas e dados quantitativos sobre a atual menção dos nomes. Embora a metodologia esteja definida, não há previsão para a divulgação dos resultados, que selarão o destino político de um dos postulantes ao Senado.
Reinaldo Azambuja, por sua vez, já tem sua candidatura ao Senado assegurada desde antes de sua filiação ao PL. O acordo original previa seu nome como um dos candidatos à Casa Alta, com Eduardo Riedel (PP) concorrendo ao governo do estado. A segunda vaga para o Senado, contudo, ficou para ser definida posteriormente, e caberá a Azambuja comunicar a um dos ex-rivais que suas aspirações foram encerradas.
A estratégia de Azambuja recebeu o endosso de Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência do PL, durante sua visita a Campo Grande em abril de 2026. Na ocasião, Flávio confirmou a vaga garantida de Azambuja e o apoio do PL a Riedel, reiterando que a segunda vaga seria definida por pesquisa. Essa declaração, no entanto, contraria um bilhete divulgado em fevereiro de 2026 por Michelle Bolsonaro, atribuído a Jair Bolsonaro (então em prisão conhecida como papudinha), que indicava Pollon como um de seus candidatos em Mato Grosso do Sul.
Dias após a divulgação do bilhete, Reinaldo Azambuja e Eduardo Riedel se reuniram com Flávio Bolsonaro, Valdemar da Costa Neto e Rogério Marinho (coordenador da pré-campanha de Flávio) para alinhar as posições. Após o encontro, foi oficialmente declarado que Riedel e Azambuja eram os nomes escolhidos, e que a segunda vaga ao Senado seria, de fato, definida por meio de uma pesquisa.
Capitão Contar teve sua filiação ao PL assinada diretamente por Valdemar da Costa Neto, sem a presença de Reinaldo Azambuja, que já presidia o partido no estado. Na época, Valdemar chegou a citar Contar e Azambuja como os dois nomes selecionados para a disputa. Marcos Pollon, por sua vez, tem se apoiado no bilhete de Jair Bolsonaro, divulgando-o como prova de ser o único pré-candidato ao Senado chancelado pelo ex-presidente, e aguarda a possível divulgação de uma lista oficial de apoios, mesmo com Bolsonaro em prisão domiciliar.


