A Blue Origin, empresa espacial de Jeff Bezos, sofreu um duro revés ontem, quinta-feira (28), com a explosão de seu foguete New Glenn na plataforma de lançamento em Cabo Canaveral, Flórida. O incidente, classificado pela companhia como uma “anomalia” durante um teste de ignição, não resultou em feridos, com todos os funcionários sendo rapidamente localizados.
Vídeos amplamente divulgados nas redes sociais mostram a imponente estrutura de 98 metros do New Glenn emitindo fumaça da base, antes de ser completamente engolida por uma gigantesca bola de fogo. Em um comunicado conciso na rede social X, a Blue Origin confirmou a “anomalia” e a segurança de sua equipe.
Este é o mais recente obstáculo para as ambiciosas incursões espaciais do fundador da Amazon, Jeff Bezos, em meio à acirrada disputa com Elon Musk e sua SpaceX. O New Glenn é a peça central da estratégia da Blue Origin para competir com o colossal Starship da SpaceX, e esta explosão segue-se a um fracasso no mês passado, quando o foguete não conseguiu colocar um satélite de comunicações em órbita, desencadeando uma investigação.
Em uma postagem na rede social X, Bezos reconheceu o “dia muito difícil”, mas demonstrou resiliência: “É muito cedo para saber a causa, mas já estamos trabalhando para descobrir. Vamos reconstruir tudo o que for preciso e voltaremos a voar. Vale a pena”. Seu rival, Elon Musk, expressou condolências, classificando o acidente como “muito infeliz”.
O incidente também gerou reações de autoridades. O congressista da Flórida, Mike Haridopolos, cujo distrito abrange Cabo Canaveral, agradeceu aos serviços de emergência e engenheiros, enquanto o administrador da NASA, Jared Isaacman, com quem a Blue Origin colabora no desenvolvimento de um módulo de pouso lunar para as missões Artemis, comentou sobre a natureza implacável do voo espacial. “Vamos trabalhar com nossos parceiros para apoiar uma investigação completa dessa anomalia, avaliar o impacto nas missões de curto prazo e voltar a lançar foguetes”, afirmou Isaacman no X, reforçando os desafios da exploração espacial.
A NASA tem como meta testar um encontro em órbita entre naves espaciais e módulos lunares em 2027 e executar uma alunissagem tripulada até o fim de 2028, planos que dependem da robustez de seus parceiros comerciais.


