A articulação para uma “frente partidária” no maior colégio eleitoral do país, São Paulo, ganha força e novos nomes para as eleições de 2026. Em um movimento que busca romper com a polarização política, o PSDB e o Missão avançam nas negociações para uma chapa conjunta, e o Solidariedade já sinaliza apoio. Paulinho da Força, presidente nacional do Solidariedade, colocou-se à disposição para ser um dos candidatos ao Senado nesta possível aliança, conforme revelou Paulo Serra, presidente estadual do PSDB e ex-prefeito de Santo André.
A composição em estudo visa consolidar uma alternativa para o Palácio dos Bandeirantes, com o deputado federal Kim Kataguiri (Missão) como pré-candidato ao governo. Kataguiri confirmou que as negociações com Paulo Serra para formalizar a chapa entre Missão e PSDB devem ser concluídas nos próximos dias. “Hoje, diferente de algum tempo atrás, a probabilidade maior é de eu disputar”, afirmou o deputado à Jovem Pan, indicando que a decisão final sobre sua candidatura deve ser tomada até o fim de junho.
Paulo Serra, principal articulador do PSDB no estado, enfatiza a necessidade de ampliar a base para o projeto. “A ideia é ir para questões pragmáticas, mais práticas de composição mesmo, para ver se esses diálogos evoluem”, disse Serra, que já conversou com representantes do Democracia Cristã (DC), Avante e Podemos. Ele ressalta a importância de uma aliança robusta para a disputa em São Paulo, que possui 645 municípios. “Não dá para achar que um partido sozinho vai conseguir levar essa mensagem”, acrescentou.
Mesmo sem o anúncio oficial da aliança, o projeto conta com o aval de lideranças nacionais. Renan Santos, presidente nacional do Missão, e o deputado Aécio Neves (PSDB-MG), que articula uma possível candidatura presidencial tucana, veem na união uma oportunidade estratégica de fortalecer as siglas no cenário paulista. Para o PSDB, que governou São Paulo de 1995 a 2022, a disputa tem um peso simbólico. “São Paulo escolheu por quase 30 anos manter um modelo de gestão tucano. Isso para nós é muito simbólico”, concluiu Paulo Serra, sublinhando a relevância de um retorno à proeminência no estado.


