Mato Grosso do Sul enfrenta um cenário preocupante de chikungunya em 2026, com o registro de 21 óbitos e 6.360 casos confirmados da doença. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (29) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), no boletim referente à 20ª semana epidemiológica, que aponta um total de 12.811 casos prováveis.
As mortes confirmadas por chikungunya ocorreram em sete municípios: Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna e Itaporã. Entre as vítimas fatais, 12 apresentavam algum tipo de comorbidade. O levantamento da SES também revela 80 casos confirmados em gestantes, e há dois óbitos que permanecem sob investigação.
Em relação à dengue, o panorama é menos grave em termos de fatalidades. O estado contabiliza 5.126 casos prováveis e 1.077 confirmados, sem nenhum óbito registrado ou em fase de investigação. Nos últimos 14 dias, a cidade de Ladário foi classificada com média incidência de casos confirmados da doença.
A campanha de vacinação contra a dengue segue em ritmo, com 223.322 doses do imunizante já aplicadas na população-alvo. Mato Grosso do Sul recebeu um total de 241.030 doses do Ministério da Saúde. O esquema vacinal é composto por duas doses, com intervalo de três meses, e é prioritariamente recomendado para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias, faixa etária que concentra o maior número de hospitalizações por dengue entre 6 e 16 anos.
Diante do cenário epidemiológico, a SES reitera a importância de a população não praticar a automedicação. Em caso de aparecimento de sintomas de dengue ou chikungunya, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde municipal para o diagnóstico e tratamento adequados.


