Mato Grosso do Sul reafirmou hoje, 29 de maio de 2026, seu compromisso com a sustentabilidade como pilar estratégico para o desenvolvimento econômico, a atração de investimentos e a modernização da gestão pública. A pauta foi central no 1º Seminário “Construindo a Sustentabilidade na Gestão Pública”, promovido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MS), que reuniu líderes de todo o estado.
Prefeitos, vereadores e representantes de diversas instituições públicas marcaram presença massiva no plenário da Corte de Contas, debatendo políticas públicas sustentáveis, governança ambiental e estratégias de adaptação climática. Durante o evento, foi assinado o crucial “Pacto pela Sustentabilidade e pela Resiliência Climática dos Municípios de Mato Grosso do Sul”. A iniciativa congrega o TCE-MS, o Governo do Estado, o Ministério Público, a AGEMS, a Assomasul e a UCVMS, unindo forças para promover o desenvolvimento sustentável e a adaptação climática nas cidades sul-mato-grossenses.
O governador Eduardo Riedel, presente no seminário, enfatizou que Mato Grosso do Sul consolida um modelo de desenvolvimento singular, ancorado na sustentabilidade, na agroindustrialização e em uma robusta infraestrutura. “Estamos conduzindo o desenvolvimento dos municípios, das áreas urbanas e da agroindustrialização de maneira sustentável, e Mato Grosso do Sul caminha para ser exemplo para o Brasil”, declarou Riedel.
Riedel destacou avanços concretos, como a conversão de aproximadamente 5 milhões de hectares de pastagens degradadas em atividades de alto potencial de absorção de carbono nos últimos dez anos. A expansão da floresta plantada é outro pilar, saltando de 300 mil para 2 milhões de hectares. “Uma floresta plantada é uma usina de captura de carbono que não é liberada de volta à atmosfera, ficando retida no processo industrial de celulose e gerando energia limpa”, explicou o governador.
O Estado também se sobressai na bioenergia, com 2.450 megawatts de produção, o que o coloca na segunda posição nacional em volume de energia limpa. A estratégia estadual, segundo Riedel, harmoniza desenvolvimento econômico, proteção ambiental e competitividade internacional. “Nós vamos chegar a 2030 como o primeiro estado carbono neutro do Brasil. Isso é um ativo ambiental e econômico de grande valor no mercado internacional”, reiterou, manifestando o desejo de compartilhar os benefícios com comunidades indígenas, ribeirinhas e produtores.


