A euforia pela conquista do bicampeonato da Champions League pelo Paris Saint-Germain transformou-se em cenas de caos e violência nas ruas de Paris na noite deste sábado, 30 de maio de 2026. Milhares de torcedores foram às ruas para celebrar o título, mas a festa foi rapidamente ofuscada por atos de vandalismo, incêndios e confrontos com a polícia, resultando em um balanço de 416 prisões em todo o país, sendo 283 apenas na capital francesa.
A maior concentração de torcedores, estimada em mais de 20 mil pessoas, ocorreu nos arredores da Champs-Élysées. Relatos da polícia francesa indicam depredação de veículos e estabelecimentos comerciais, além de múltiplos focos de incêndio. A situação escalou para uma tentativa de invasão a uma delegacia, controlada pelas forças de segurança que precisaram reforçar o esquema de patrulhamento em diversos pontos da cidade.
O título, garantido após uma vitória nos pênaltis contra o Arsenal na Puskás Aréna, em Budapeste, mobilizou também entre 4 e 5 mil pessoas nos arredores do Parque dos Príncipes, onde telões transmitiram a decisão com ingressos esgotados. Mesmo ali, foram registrados atos de vandalismo. Segundo o jornal L’Équipe, a operação policial resultou na apreensão de 24 sinalizadores e dois morteiros de fogos de artifício, evidenciando a preparação para os tumultos.
Além das centenas de detidos, sete policiais ficaram feridos durante os distúrbios. Diante da gravidade dos incidentes, o Paris Saint-Germain emitiu um comunicado oficial, apelando aos torcedores para que as comemorações de um “momento histórico” fossem realizadas com responsabilidade e respeito, em uma tentativa de conter a onda de desordem que manchou a celebração do seu segundo título europeu.


