Um acordo político eleitoral impede a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde na Câmara Municipal de Campo Grande. O requerimento conta com oito assinaturas, mas necessita de dez para a abertura da investigação. Fontes revelaram que o pacto visa proteger a aliança governista em vista das eleições de 2026.
A prefeita Adriane Lopes (PP) recebeu apoio da senadora Tereza Cristina (PP) e do governador Eduardo Riedel (PP) em sua eleição. Esta parceria política mantém-se ativa, influenciando as pautas na Capital. Um grupo já atua para evitar a abertura da CPI, justificando que a proposta teria apenas “fins eleitoreiros” no contexto do pleito de 2026. Há indicativos de que vereadores signatários possam retirar seus nomes, caso a abertura da CPI se torne iminente.
A união dos vereadores com o governo estadual ficou evidente na semana passada. Um encontro com o governador Eduardo Riedel ocorreu. Vereadores solicitaram apoio para questões da Capital, argumentando que as dificuldades enfrentadas pela cidade impedem a realização de campanhas eficazes para 2026. Existe o receio de que esses problemas sejam destacados no período eleitoral, relacionando a falta de soluções à parceria entre os executivos do Centro e do Parque dos Poderes.
Vereadores Signatários da CPI da Saúde
Até o momento, os seguintes vereadores assinaram o requerimento para a CPI da Saúde:
- Maicon Nogueira (PP)
- Jean Ferreira (PT)
- Luiza Ribeiro (PT)
- Flávio Cabo Almi (PSDB)
- Marquinhos Trad (PV)
- André Salineiro (PL)
- Fábio Rocha (União)
- Landmark (PT)
O cenário político em Mato Grosso do Sul para 2026 já apresenta intensa movimentação, com partidos buscando solidificar suas bases e candidatos. O PL, por exemplo, busca nomes para o Senado, enquanto o PSDB enfrenta desafios internos, conforme pesquisas e análises recentes.


