A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) avalia aplicar uma advertência formal ao deputado estadual Lucas Bove (PL) no âmbito do processo que investiga uma ríspida discussão com a deputada Mônica Seixas (PSOL) no plenário da Casa. A expectativa, segundo interlocutores, é de que a punição sirva como um claro recado aos demais parlamentares sobre a manutenção do decoro.
O incidente que motivou a representação por quebra de decoro parlamentar ocorreu em setembro de 2025. Na ocasião, Mônica Seixas pediu que Bove se afastasse da deputada Professora Bebel (PT), gerando uma altercação acalorada que incluiu gritos e a frase de Bove para a psolista: “vai trabalhar”.
Em um estágio anterior do processo, o relator, deputado Emídio de Souza (PT), chegou a sugerir a suspensão do mandato de Bove por 30 dias. Contudo, a proposta não foi acatada pelos seus pares. Apesar disso, a necessidade de uma sanção foi mantida na pauta, e o deputado Eduardo da Nóbrega foi nomeado para prosseguir com o caso no Conselho de Ética.
A indicação de Nóbrega, conforme apontam fontes, deve ser pela advertência – uma medida que, embora não tenha efeito prático imediato, representa um registro negativo no histórico do parlamentar. Nos bastidores, Lucas Bove estaria em intensa articulação para evitar que qualquer punição seja efetivada.


