O deputado federal Marcos Pollon (PL) recebeu novamente o apoio explícito da ex-primeira-dama e presidente nacional do PL Mulher, Michele Bolsonaro, à sua pré-candidatura ao Senado por Mato Grosso do Sul para as eleições de 2026. O endosso, divulgado nas redes sociais, surge em um cenário de crescentes articulações internas que parecem contrariar os planos do parlamentar.
Em suas plataformas digitais, Pollon compartilhou um vídeo que incluía a carta escrita por Jair Bolsonaro – documento originalmente publicado por Michele em fevereiro deste ano. No mesmo post, a ex-primeira-dama reforçou a mensagem de apoio, comentando: “Você continua sendo nosso candidato”, sinalizando um respaldo direto da família Bolsonaro ao pleito de Pollon.
Este apoio, no entanto, acontece em um momento delicado para a campanha de Pollon. Articulações políticas no PL de Mato Grosso do Sul indicam uma consolidação da parceria entre o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) e o Capitão Contar (PL) para as vagas ao Senado. Além disso, pesquisas de intenção de voto divulgadas até agora mostram o deputado federal em desvantagem em relação aos seus concorrentes.
Pollon anseia que Jair Bolsonaro mantenha a promessa feita na carta de bancar sua candidatura sem a necessidade de passar por pesquisas internas. Essa posição, contudo, diverge da defendida pelos presidentes do PL Nacional, Valdemar da Costa Neto, e do PL de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, que insistem na aferição por meio de levantamentos para definir os nomes.
A promessa de Bolsonaro, na carta, de divulgar uma lista própria de pré-candidatos para 2026, enfrenta forte resistência da cúpula nacional do PL. Reforçando essa divergência, na mesma semana em que a carta foi tornada pública em fevereiro, Reinaldo Azambuja e o atual governador Eduardo Riedel (PL) se reuniram com o senador Flávio Bolsonaro e outros líderes nacionais do partido. Desse encontro, um vídeo foi divulgado, anunciando a parceria consolidada para as eleições.
Em abril, durante uma visita a Mato Grosso do Sul, Flávio Bolsonaro já havia sinalizado que apenas Reinaldo Azambuja estaria com a candidatura ao Senado garantida. A escolha do segundo nome para a chapa, segundo ele, seria definida exclusivamente por meio de pesquisa, reiterando a linha da direção partidária e adicionando mais um obstáculo à pretensão de Marcos Pollon.


