Equipes de resgate redirecionaram nesta segunda-feira (1º de junho de 2026) os esforços para localizar dois homens presos há cerca de 15 dias em uma caverna na província de Xaysomboun, Laos. Fortes chuvas inviabilizaram o trabalho de mergulho no interior da cavidade, forçando a busca por novos pontos de entrada. A operação de resgate no Laos mobiliza recursos internacionais para superar as condições adversas.
Sete homens ficaram presos inicialmente após uma inundação repentina. Na semana passada, socorristas localizaram cinco deles com vida a aproximadamente 300 metros da entrada. Mergulhadores estrangeiros retiraram um dos sobreviventes na sexta-feira (29 de maio de 2026). Os outros quatro conseguiram sair por conta própria no sábado (30 de maio de 2026), após dias de bombeamento de água e suporte médico.
Um dos sobreviventes, identificado como Laen, explicou à mídia estatal o motivo da entrada na caverna. “A chuva chegou e a caverna inundou. Fomos em busca de comida e pensamos que, se pudéssemos ganhar dinheiro, por que não? É assim que vivemos na aldeia”, relatou Laen. O grupo buscava caçar morcegos e encontrar ouro em antigas áreas de mineração.
Acredita-se que os dois desaparecidos tenham avançado para áreas mais profundas da caverna, onde as condições atuais são críticas. O mergulhador finlandês Mikko Paasi, veterano do resgate na Tailândia em 2018, afirmou que a instabilidade das passagens obrigou a equipe a buscar “pistas promissoras” acima da montanha, que podem levar a câmaras secas.
A operação conta com apoio internacional e tecnologia avançada. O socorrista tailandês Kengkard Bonggawong informou o uso de radares de satélite para mapear túneis desconhecidos. “Estamos correndo contra o tempo para bombear a água e instalar linhas de ar para garantir a respiração de possíveis sobreviventes”, afirmou Bonggawong.
Novas frentes de exploração trazem esperança às equipes. O mergulhador japonês Yoshitaka Isaji identificou uma fenda na montanha que pode permitir uma descida de 100 metros por corda. Paralelamente, o socorrista tailandês Manat Artmongkron relatou ter ouvido sons de “batidas” em uma câmara, após uma descida de rapel de 70 metros, sinalizando a possibilidade de que os desaparecidos ainda estejam vivos.


