A Secretaria de Estado de Saúde (SES) apresentou o relatório de prestação de contas referente ao primeiro quadrimestre de 2026. Durante audiência pública na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), a SES detalhou avanços na regionalização da assistência, ampliação da produção hospitalar e ambulatorial, investimentos em infraestrutura e o fortalecimento da saúde digital. As ações alinham-se às diretrizes do Plano Estadual de Saúde 2024-2027.
Entre janeiro e abril de 2026, o Governo do Estado investiu R$ 783,1 milhões em ações e serviços públicos de saúde. Os recursos estaduais representaram a principal fonte de financiamento do setor, cobrindo 87,41% das despesas liquidadas no período.
Os números demonstram um crescimento consistente da assistência. Foram aprovados 5,59 milhões de procedimentos ambulatoriais, um aumento de 46% em relação ao mesmo período de 2023. As internações hospitalares aprovadas somaram 12.578, crescimento de 42,8% na comparação com o primeiro quadrimestre daquele ano.
Regionalização Fortalece Interior e Desafoga Capital
O secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões, destacou o fortalecimento da capacidade dos municípios do interior em resolver demandas de saúde dentro da própria rede local. “Já percebemos, por meio dos números da regulação estadual, um crescimento da capacidade dos municípios em absorver procedimentos de pequena e média complexidade dentro da própria estrutura. Isso reduz deslocamentos desnecessários, fortalece a assistência regionalizada e representa uma mudança importante no perfil da procura por serviços regulados pelo Estado”, afirmou.
A regionalização da assistência constitui um dos principais destaques do relatório. Atualmente, 37% dos encaminhamentos regulados destinam-se a hospitais do interior, refletindo a ampliação da capacidade instalada fora de Campo Grande. O Governo de MS tem intensificado entregas e investimentos em diversas áreas antes do período eleitoral de 2026.
Simões ressaltou que os resultados iniciais da Política Estadual de Fortalecimento Hospitalar (PEHOSP) mostram que municípios que antes registravam baixa produção hospitalar agora ampliam a oferta de procedimentos. “O financiamento hospitalar está permitindo que os municípios retomem sua capacidade de resolver problemas localmente. Muitos procedimentos que antes não eram realizados agora são executados nos próprios municípios, ampliando a resolutividade da rede e melhorando o acesso da população”, explicou.
A ampliação gradual dos serviços de maior complexidade no Hospital Regional de Dourados desempenha um papel estratégico na descentralização. “A ampliação gradual dos serviços de maior complexidade em Dourados é fundamental para reduzir a transferência de pacientes do interior para Campo Grande. Isso permite que os hospitais da Capital possam concentrar esforços nos atendimentos de média e alta complexidade, que são sua principal vocação”, pontuou o secretário.


