O Programa (re)Conexões, iniciativa itinerante do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), desembarcou em Campo Grande nesta segunda-feira (1º) para uma série de debates estratégicos sobre o futuro dos museus brasileiros. Com apoio da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), o encontro, realizado na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), reúne gestores, trabalhadores do setor e a sociedade civil para fortalecer o Sistema Nacional de Museus e pavimentar o caminho para o Fórum Nacional de Museus, previsto para novembro de 2026.
A proposta central do evento é consolidar o diálogo entre o Estado e a sociedade para definir as diretrizes das políticas de memória e da gestão museal no país. Os participantes estão divididos em três grupos de trabalho, seguindo uma metodologia estruturada pelo Ibram, com o objetivo de identificar pontos de melhoria, otimizar processos e ampliar a participação social no setor cultural.
Entre os eixos temáticos em discussão, destacam-se a reestruturação do Sistema Nacional de Museus, que visa simplificar a adesão e atuação de instituições e profissionais, e a construção do Sistema de Participação Social, focado em modelos de governança colaborativos que integram diversos atores. Além disso, a normatização do Fórum Nacional de Museus, com critérios de participação e dinâmica das plenárias, é um ponto crucial para garantir a representatividade e efetividade do encontro nacional.
Vera Lúcia Mangas da Silva, coordenadora de Participação Social do Ibram, enfatizou a importância da sistematização das contribuições. “As discussões estão sendo registradas em cadernos de pautas, que subsidiarão as próximas etapas do processo: o debate e a oficialização das propostas. A partir de toda essa colaboração, poderemos desenvolver uma sistematização robusta das contribuições apresentadas pelos grupos”, explicou.
Criado em 2012, o Programa (re)Conexões se consolidou como um espaço democrático de escuta do campo museológico, essencial para a construção de políticas públicas. Sua característica itinerante, percorrendo diferentes estados e regiões, é fundamental para descentralizar e regionalizar os debates, superando um dos maiores desafios da participação social e garantindo que representantes de diversos territórios contribuam para uma museologia mais plural e inclusiva.
Para Fernanda Santana Rabello de Castro, presidenta do Ibram, a realização do programa em Mato Grosso do Sul pela primeira vez é um marco. “É crucial receber orientações e opiniões de agentes de cultura que atuam diretamente na região, garantindo que as políticas públicas reflitam as realidades e necessidades locais e promovam um desenvolvimento cultural mais equitativo”, afirmou.


