Mato Grosso do Sul lançou oficialmente o programa internacional IMMERSE Pantanal na última segunda-feira, 1º de junho de 2026. A iniciativa focará em bioeconomia, inovação e sustentabilidade para o desenvolvimento regional. O secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Artur Falcette, presidiu a cerimônia em Campo Grande, no auditório da Cotin/Sefaz.
O evento contou com a presença do secretário-adjunto de Ciência, Tecnologia e Inovação da Semadesc, Ricardo Senna. Pesquisadores, estudantes e representantes de instituições parceiras do Brasil e do exterior também participaram. O IMMERSE Pantanal: Interdisciplinary Transnational Education for Sustainable Bioeconomy, é uma colaboração entre a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), a University of Birmingham e o Brazil Institute.
Intercâmbio e Soluções Inovadoras
O programa caracteriza-se como uma imersão acadêmica e territorial internacional. Ele promoverá atividades em diversas localidades do Pantanal sul-mato-grossense. A iniciativa reúne pesquisadores, estudantes e especialistas. Seu objetivo é fomentar o intercâmbio científico, o diálogo intercultural e a construção de soluções inovadoras voltadas ao desenvolvimento sustentável da região.
Durante a palestra magna de abertura, o secretário Artur Falcette apresentou um panorama da economia de Mato Grosso do Sul. Ele destacou as principais políticas públicas do Governo do Estado nas áreas de sustentabilidade ambiental, desenvolvimento econômico e inovação. Os temas abordados incluíram a Lei do Pantanal, estratégias de preservação dos recursos naturais e os avanços da Rota Bioceânica. O secretário também mencionou os investimentos em bioeconomia e os desafios para Mato Grosso do Sul alcançar a meta de se tornar um Estado carbono neutro até 2030.
Artur Falcette ressaltou o fortalecimento da imagem de Mato Grosso do Sul como referência em desenvolvimento sustentável. O programa amplia o intercâmbio de conhecimento entre pesquisadores internacionais e instituições locais.
“É sempre uma oportunidade importante para a gente receber pesquisadores de fora, apresentar um pouco do Estado e do nosso projeto de conciliação do desenvolvimento com a agenda ambiental. Faz parte do nosso papel promover a imagem de Mato Grosso do Sul. No caso específico deste programa, estamos falando de uma universidade de renome, com um grupo focado em pesquisas para o Pantanal. Além disso, há uma grande capacidade de troca de conhecimento e aprendizado. Não apenas deles, que vêm aqui entender o território, mas também nossa, ao ouvir esses pesquisadores e estudantes e captar suas percepções. Isso nos possibilita ter um olhar externo sobre os principais desafios e potencialidades do bioma Pantanal”, afirmou.
Documentário e Referência Global
Os participantes terão contato direto com experiências desenvolvidas no Pantanal ao longo da programação. Essas experiências envolvem comunidades locais, instituições de pesquisa, setor produtivo e gestores públicos. O programa busca promover uma compreensão integrada dos desafios e oportunidades relacionados à conservação ambiental, à bioeconomia e ao desenvolvimento regional.
Como resultado final, o IMMERSE Pantanal prevê a produção de um documentário. Este material servirá como uma vitrine global das experiências realizadas no Pantanal. Ele evidenciará a cooperação entre Governo do Estado, academia e setor produtivo na construção de um modelo de desenvolvimento sustentável baseado na bioeconomia, com potencial para se tornar referência internacional.


