As autoridades ucranianas ordenaram nesta terça-feira, 2 de junho de 2026, a evacuação obrigatória de mais de 7 mil civis de diversas localidades na região de Kharkiv, no nordeste do país. A medida, que afeta sete vilarejos na fronteira com a Rússia e inclui mais de 1.700 crianças, reflete a crescente preocupação de Kiev com um possível avanço das forças russas na área. O governador regional, Oleg Siniegubov, confirmou a decisão via Telegram, citando a “situação de segurança e os ataques sistemáticos do inimigo”.
A ordem de evacuação em Kharkiv, embora menos frequente do que nas zonas de combate mais intensas no leste, sublinha a constante ameaça enfrentada por áreas próximas à fronteira russa. O Exército de Moscou mantém controle sobre faixas de território em Kharkiv e na vizinha Sumy, embora o foco principal de seus esforços militares esteja concentrado em outras frentes de batalha desde o início da guerra, em fevereiro de 2022.
Em um cenário de incerteza sobre o futuro do conflito, o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, durante reunião com seu partido, estimou que a guerra se estenderá, pelo menos, até novembro de 2026. O assessor de comunicação presidencial, Dmytro Litvin, detalhou à agência Ukrinform que Zelensky definiu os próximos seis meses como um “prazo final” para a concentração de todos os esforços ucranianos, em um momento onde negociações significativas com a Rússia permanecem ausentes e tentativas anteriores não renderam frutos.
Litvin esclareceu que a menção a novembro não deve ser interpretada como uma data para o fim definitivo da guerra, mas sim como um horizonte para a máxima mobilização de recursos e estratégias. Ele classificou como “informação irrelevante” as recentes especulações na mídia internacional sobre supostas declarações de Zelensky indicando que o conflito poderia se prolongar por mais dois ou três anos, reforçando o foco no período imediato até o final do ano.


