O Conselho Estadual dos Direitos do Negro (Cedine) de Mato Grosso do Sul, com quase três décadas de atuação, iniciou oficialmente sua nova gestão para o biênio 2026-2028. A cerimônia de posse dos novos conselheiros e da mesa diretora, realizada nesta segunda-feira (2) na Secretaria de Estado da Cidadania, reafirmou o compromisso da entidade com o diálogo, a participação social e o fortalecimento das políticas públicas de promoção da igualdade racial no Estado.
Representantes do poder público, movimentos sociais, universidades e instituições parceiras estiveram presentes no evento que marcou o novo ciclo do Conselho. Deividson Silva, subsecretário de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial, destacou o engajamento da sociedade civil no processo eleitoral. “É uma grande satisfação ver uma sociedade civil tão engajada, com novas representatividades e um processo de inscrições maior do que esperávamos. Isso demonstra o compromisso coletivo com a construção de políticas públicas mais inclusivas e participativas”, afirmou Silva.
José Francisco Sarmento, secretário de Estado da Cidadania, ressaltou a importância fundamental dos conselhos para a construção coletiva de políticas públicas e para o diálogo entre governo e sociedade. “O conselho exerce um papel fundamental de participar, cobrar, apontar caminhos e ajudar na construção das soluções. É por meio desse diálogo que conseguimos avançar na construção de políticas públicas mais efetivas”, disse Sarmento, reforçando que a Secretaria mantém as portas abertas para a participação social e a redução das desigualdades históricas.
Pedro Gaeta, ex-presidente do Cedine, relembrou os desafios da gestão anterior e a relevância da participação social para o avanço das políticas de igualdade racial, pontuando que “transformar a realidade exige dedicação, compromisso e participação social”. A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), representada pela pró-reitora de Cidadania e Sustentabilidade, Vivina Queiroz, reforçou a parceria com as pautas de promoção da igualdade racial, diversidade e valorização cultural, sublinhando que “a universidade segue à disposição para fortalecer esse trabalho, contribuindo com ações voltadas à inclusão, à diversidade e aos direitos humanos”.
Vivina Queiroz finalizou enfatizando a importância da atuação conjunta entre universidades, movimentos sociais e conselhos de participação, defendendo que o movimento de valorização da cultura, do povo e das tradições só se concretiza com o fortalecimento dos movimentos sociais.


