Pequim rechaçou categoricamente nesta quarta-feira (3) as acusações dos Estados Unidos de que produtos exportados pelo país seriam fabricados com trabalho forçado. A manifestação chinesa surge em resposta à intenção da administração Donald Trump de impor uma tarifa adicional de 12,5% sobre importações de dezenas de parceiros comerciais, incluindo a própria China.
Segundo um relatório divulgado pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), a China e outras nações, como o Brasil, teriam falhado em impedir a entrada e a circulação de mercadorias produzidas sob condições consideradas abusivas. A medida tarifária proposta seria uma resposta a essa suposta prática, visando produtos específicos.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, foi enfática ao rejeitar as alegações, afirmando que a questão está sendo instrumentalizada para justificar novas restrições comerciais. “Não existe trabalho forçado na China, e nos opomos a que isso seja usado como desculpa para manipulação política”, declarou a representante em coletiva de imprensa.
O governo chinês reiterou seu posicionamento de que as divergências econômicas e comerciais devem ser resolvidas por meio do diálogo e da cooperação. Pequim argumenta que medidas unilaterais e a imposição de novas barreiras tarifárias apenas prejudicam o comércio global, sem beneficiar qualquer das partes envolvidas em uma escalada de tensões.
As novas acusações e a escalada da retórica surgem poucos dias após o Presidente Trump retornar de uma visita oficial a Pequim, onde se reuniu com o presidente chinês, Xi Jinping. O encontro, que visava fortalecer os laços econômicos entre as duas maiores economias do mundo, com discussões sobre acesso ao mercado chinês para empresas americanas e aumento de investimentos chineses nos EUA, parece agora ofuscado por renovadas tensões comerciais.


