O senador e líder da oposição no Senado Federal, Rogério Marinho (PL-RN), criticou veementemente a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa pôr fim à escala de trabalho 6×1, aprovada recentemente pela Câmara dos Deputados. Em entrevista ao programa “Pingos Nos Is”, da Jovem Pan, Marinho classificou a iniciativa como um “Cavalo de Troia” do Partido dos Trabalhadores (PT), destinado a enganar a população brasileira.
Para o parlamentar, a proposta do governo petista, embora pareça beneficiar o trabalhador com a redução da jornada, resultará em um aumento generalizado dos preços de alimentos e serviços. “É preciso fazer com que a população perceba, de maneira clara, que o governo do PT apresenta um ‘Cavalo de Troia’ com essa proposta”, afirmou o senador, que comparou a situação ao “picanha 2.0”, aludindo a promessas não cumpridas de campanha que resultaram em inflação e custo de vida elevado.
Em contrapartida, Marinho defendeu a proposta apresentada pelo Partido Liberal (PL), que prega a “flexibilidade e liberdade de negociação” nas relações de trabalho. Denominada “PEC do trabalho flexível”, a iniciativa do PL prioriza a contratação por hora trabalhada e acordos individuais entre empregado e empregador, permitindo jornadas que podem ultrapassar as 40 horas semanais. O senador enfatizou que essa abordagem respeita a preponderância do negociado sobre o legislado, princípio consolidado na reforma trabalhista de 2017.
O líder da oposição também questionou a votação na Câmara dos Deputados, ocorrida em 27 de maio, sugerindo que muitos parlamentares agiram de forma pragmática, mas sem uma compreensão aprofundada das consequências da medida. “A decisão na Câmara foi pragmática, não necessariamente os deputados sabiam o que eles estavam fazendo”, declarou Marinho, apontando para uma possível falta de análise sobre os impactos econômicos da PEC.
Marinho concluiu que o governo atual não está considerando os impactos reais da PEC, que, segundo ele, transferirá o custo da redução da jornada para a sociedade. “O que vai acontecer é um aumento do custo de vida”, finalizou, reforçando sua preocupação com a carestia e a inflação para os consumidores brasileiros.


