O Governo de Mato Grosso do Sul decretou nesta quarta-feira (3) situação de emergência ambiental em todo o território estadual, com validade de 180 dias. A medida, publicada no Diário Oficial, é um passo preventivo crucial diante das projeções climáticas que indicam um risco elevado de incêndios florestais no segundo semestre de 2026.
A decisão baseia-se em um alerta emitido pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec), que aponta um cenário de maior vulnerabilidade. A nota técnica do órgão destaca a combinação de déficit hídrico, altas temperaturas, baixa umidade do solo e da vegetação, somada à intensificação do fenômeno El Niño, como fatores que favorecem a rápida propagação do fogo, com atenção especial ao Pantanal.
Segundo Artur Falcette, secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), o decreto é uma ferramenta essencial para cenários climáticos extremos. “Estamos diante de um cenário que exige atenção e preparação antecipada. O decreto nos permite adotar medidas preventivas importantes, reforçando a capacidade do Estado de responder rapidamente caso ocorram eventos relacionados a incêndios florestais”, afirmou.
Uma das principais consequências diretas da emergência ambiental será a revisão do planejamento operacional do Corpo de Bombeiros Militar para o período crítico. O plano, aprovado no início do ano com base em um cenário de normalidade, será reavaliado para adequar estratégias, recursos e estruturas às novas projeções, que demandam uma atuação mais intensa.
Adicionalmente, a declaração de emergência visa ampliar a capacidade do Estado de acessar recursos federais e mecanismos emergenciais de apoio, por meio da Defesa Civil e de outros órgãos do Governo Federal, facilitando a resposta a eventos mais severos, caso o cenário climático previsto se confirme.


