O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) lançou oficialmente nesta segunda-feira (8) novas plataformas de monitoramento ambiental. As ferramentas visam fortalecer a prevenção, controle e fiscalização do desmatamento e das queimadas em todo o território sul-mato-grossense.
Os sistemas, denominados Mades (Monitor de Alertas de Desmatamento) e Maques (Monitor de Alertas de Queimadas), empregam inteligência geoespacial, sensoriamento remoto, imagens de satélite de alta resolução e integração de bases de dados. Essa tecnologia amplia a capacidade de resposta dos órgãos ambientais no estado. O evento de lançamento reuniu representantes de instituições públicas, especialistas, técnicos, pesquisadores e órgãos parceiros envolvidos na gestão ambiental, incluindo o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS) e a Polícia Militar Ambiental (PMA), destacando a integração institucional.
Investimento e Eficiência Tecnológica
O lançamento das plataformas representa uma etapa crucial na modernização da gestão ambiental conduzida pelo Governo de Mato Grosso do Sul. Em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente, o estado ressaltou investimentos superiores a R$ 8 milhões desde 2023. Estes recursos foram destinados à infraestrutura tecnológica, aquisição de imagens de satélite, desenvolvimento de sistemas e aprimoramento das ferramentas de monitoramento ambiental. Tais ações se somam a outros esforços do governo em diversas áreas, como os R$ 42,4 milhões investidos em infraestrutura urbana para cinco cidades, e os R$ 88,5 milhões em Chapadão do Sul, demonstrando um foco contínuo em desenvolvimento.
Os novos sistemas realizam o cruzamento automático de informações com bases oficiais, como o Cadastro Ambiental Rural (CAR), autorizações ambientais e unidades de conservação. André Borges, diretor-presidente do Imasul, explicou os benefícios: “A plataforma cruza informações com as bases oficiais, permitindo respostas mais rápidas e precisas. Com isso, conseguimos reduzir em aproximadamente 80% a necessidade de análises manuais. Isso significa otimizar o trabalho das equipes técnicas e direcionar os servidores para atividades estratégicas de monitoramento e fiscalização.”
A nova geração das plataformas identifica eventos de queimadas em até dez minutos e alertas de desmatamento em até cinco dias. A melhoria na resolução das imagens amplia a capacidade de interpretação dos dados pelos analistas. Diego Brito, responsável pela Unidade de Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental do Imasul, destacou a evolução: “Passamos a trabalhar com imagens de satélite e com um salto extremamente importante na qualidade das análises. Isso proporciona muito mais precisão na identificação de alterações ambientais e mais segurança para a tomada de decisões.”
O diretor de Licenciamento e Fiscalização do Imasul reforçou que a modernização fortalece a fiscalização e a gestão dos processos de licenciamento ambiental. “Estamos avançando para uma gestão cada vez mais moderna, baseada em tecnologia e inteligência de dados. Essas ferramentas permitem maior integração entre o monitoramento e o licenciamento ambiental, garantindo mais eficiência na análise das informações e maior segurança para a tomada de decisões técnicas”, afirmou.


