Dourados, MS – A Tecnofam 2026, evento que celebra a inovação no agronegócio, abriu suas portas com um seminário crucial sobre a transformação digital a serviço do campo. Realizado no espaço Pitch Tecnofam, no Pavilhão da Agricultura Familiar, o encontro focou na integração de tecnologias digitais para modernizar a Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), prometendo maior eficiência nos serviços e uma aproximação estratégica dos agricultores familiares às políticas públicas.
Organizado pelo Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Agraer (Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural) e da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), o seminário abordou o tema “Anater Tecnologias Digitais para Ater: Minha Ater Digital, IARAA e Meu Imóvel Rural”. O evento reuniu extensionistas, gestores públicos, pesquisadores da Embrapa e representantes de instituições ligadas ao desenvolvimento rural, todos em busca de ferramentas que fortaleçam a gestão das propriedades e ampliem o acesso ao conhecimento.
Loroana Coutinho, presidente da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), enfatizou que a digitalização é um caminho irreversível e fundamental para expandir o alcance da Ater em todo o Brasil. “A agricultura familiar brasileira precisa estar inserida nesse novo ambiente digital. As plataformas que estamos desenvolvendo permitem maior integração de dados, acompanhamento das propriedades e monitoramento das ações de assistência técnica”, afirmou. Segundo Coutinho, a longo prazo, essas ferramentas possibilitarão um cruzamento de informações mais eficiente, contribuindo para a formulação de políticas públicas mais assertivas e facilitando o acesso dos agricultores aos serviços, transformando a tecnologia em aliada da inclusão produtiva, social e econômica.
Complementando a discussão, Ana Euler, diretora-executiva da Anater, destacou a urgência de associar a ampliação do acesso à assistência técnica com a inclusão digital no campo. “Temos o desafio de levar conhecimento de forma mais rápida e eficiente para quem está na ponta. Sabemos das dificuldades de conectividade e de letramento digital presentes na agricultura familiar e nas comunidades tradicionais, mas se não começarmos essa transformação agora, o distanciamento entre os pequenos produtores e os sistemas mais modernos de produção só tende a aumentar”, alertou. Euler ainda ressaltou que a inclusão digital é uma ferramenta de justiça social, capaz de ser um instrumento poderoso de transformação para os jovens rurais, desde que haja políticas públicas robustas para evitar o aumento das desigualdades.


