Bonito, em Mato Grosso do Sul, garante a proteção do Rio Formoso com um investimento de R$ 26 milhões em saneamento. A Sanesul, em parceria com a Ambiental MS Pantanal, antecipou um projeto estratégico em 2026. A obra desviará o efluente tratado da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) municipal para a bacia do Rio Miranda, que possui maior capacidade hídrica.
O projeto prevê a implantação de um emissário de aproximadamente 22 quilômetros. Esta estrutura conectará a ETE de Bonito à nova área de lançamento. A medida integra um conjunto de ações voltadas à proteção ambiental do município, reconhecido internacionalmente pelo turismo sustentável e pelas águas cristalinas.
Saneamento como Ativo Ambiental
Leopoldo Godoy do Espírito Santo, diretor de Engenharia e Meio Ambiente da Sanesul, destacou a importância da iniciativa. “A obra representa uma ação concreta para transformar o saneamento em um ativo ambiental, antecipando investimentos que originalmente estavam previstos para a próxima década”, afirmou. Ele também ressaltou a relevância de Bonito.
“Bonito deixou de ser apenas a joia de Mato Grosso do Sul. Hoje é uma referência nacional e mundial, o que exige uma atenção diferenciada e um olhar ainda mais cuidadoso sobre seus recursos naturais”, completou Godoy.
Preservação do Rio Formoso Priorizada
A obra surge de estudos e discussões do Grupo de Trabalho do Rio Bonito. Este grupo foi criado há cerca de dois anos, por iniciativa do Governo do Estado, da Prefeitura local, da Sanesul e da MS Pantanal. O objetivo principal é desenvolver ações que preservem o Rio Formoso e revertam processos de degradação observados na bacia hidrográfica local.
Atualmente, o efluente tratado na ETE é lançado no Córrego Bonito, parte da bacia do Rio Formoso. Com a nova estrutura, o lançamento ocorrerá na bacia do Rio Miranda. Esta bacia é considerada mais adequada para receber o volume tratado sem comprometer o equilíbrio ambiental da região. A antecipação da obra alinha-se à política ambiental do Governo do Estado, que prioriza a sustentabilidade como pilar de desenvolvimento. Bonito sedia fóruns cruciais para políticas climáticas em Mato Grosso do Sul, reforçando este compromisso.
O diretor da Sanesul enfatizou a necessidade permanente de preservar os recursos naturais nas decisões de gestão pública. Leopoldo Godoy destacou que o projeto, previsto no planejamento de longo prazo da companhia, foi antecipado devido à preocupação com a conservação dos recursos hídricos. “Estamos tirando o efluente tratado da bacia do Rio Formoso e levando para a bacia do Rio Miranda, que possui maior capacidade hídrica. É um investimento que estamos antecipando porque a sustentabilidade é uma prioridade e uma responsabilidade permanente”, ressaltou.
Além dos ganhos ambientais diretos, a obra reforça o papel do saneamento na promoção da saúde pública e da qualidade de vida. Investimentos em água e esgoto geram impactos positivos na redução de doenças, na preservação dos mananciais e no desenvolvimento sustentável. Mato Grosso do Sul lidera debates sobre compras públicas sustentáveis e reforça municipalismo, demonstrando a abrangência de suas políticas de desenvolvimento.


