O Museu da Imagem e do Som de Mato Grosso do Sul (MIS-MS), unidade da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, realiza a Semana do Cinema Japonês entre 15 e 18 de junho de 2026. As sessões são gratuitas, ocorrem sempre às 19 horas e incluem debates educativos abertos ao público. A mostra apresenta produções de diversas épocas e estilos, oferecendo um amplo panorama sobre a história, a sociedade e os valores culturais do Japão.
A curadoria, a cargo do cinéfilo e estudioso Celso Higa, e do professor Júlio Bezerra, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), buscou uma programação que convida à reflexão sobre a identidade japonesa em suas múltiplas dimensões. A iniciativa integra as celebrações da Semana da Imigração Japonesa, honrando o legado construído por imigrantes e seus descendentes ao longo de mais de um século.
Mato Grosso do Sul, que abriga a segunda maior colônia japonesa do Brasil, recebeu profundas influências nipo-brasileiras na agricultura, educação, artes e costumes. A programação convida o público a uma viagem por narrativas, memórias e valores, celebrando uma herança que permanece viva no cotidiano sul-mato-grossense.
A seleção de obras, produzidas entre as décadas de 1950 e 2000, demonstra a riqueza e a diversidade da cinematografia japonesa. Essa produção é reconhecida mundialmente pela profundidade de seus temas e pela sensibilidade de seus realizadores. Os filmes abordam desde as relações entre juventude e diversidade cultural até as cicatrizes da guerra, passando por dramas familiares e narrativas históricas inspiradas no período feudal. Cada obra revela aspectos distintos de um país onde tradição e modernidade convivem de forma singular.
Programação Completa
A mostra abre em 15 de junho com Linda, Linda, Linda (2005), do diretor Yamashita Nobuhiro. Esta comédia musical acompanha três estudantes que convidam uma intercambista sul-coreana para assumir os vocais de sua banda às vésperas de um festival escolar. Com sensibilidade e humor, o filme aborda temas como amizade, juventude, convivência intercultural e a força da música como linguagem universal, refletindo uma sociedade japonesa contemporânea cada vez mais conectada ao mundo.
Em 16 de junho, o clássico Fogo na Planície (1959), dirigido por Kon Ichikawa, será exibido. Ambientado nos últimos dias da Segunda Guerra Mundial, o longa acompanha soldados japoneses abandonados nas Filipinas e confrontados com a fome, a solidão e o colapso dos valores da guerra. Considerada uma das mais importantes obras pacifistas do cinema japonês, a produção oferece uma reflexão profunda sobre os traumas do conflito e a reconstrução moral do Japão no pós-guerra.
A programação continua em 17 de junho com Nuvens Dispersas (1967), o último filme do renomado diretor Mikio Naruse. O drama explora sentimentos de perda, culpa e redenção por meio da relação entre uma viúva e o homem responsável pela morte de seu marido. Ao retratar conflitos familiares, expectativas sociais e transformações nas relações humanas, a obra revela aspectos da vida cotidiana japonesa e da delicada complexidade emocional presente em grande parte da cinematografia do país.
O encerramento da mostra, em 18 de junho, apresenta O Castelo da Coruja (1999), dirigido por Masahiro Shinoda. Ambientado no período feudal, o filme acompanha uma trama.


