O Fórum Permanente Estadual de Gestoras Municipais de Políticas Públicas para Mulheres marcou um ponto de virada neste ano de 2026, ao ocupar um espaço inédito no 4º Congresso dos Municípios de Mato Grosso do Sul, realizado pela Assomasul. A presença, considerada um avanço significativo, reforça o compromisso com o fortalecimento e a expansão das políticas públicas voltadas às mulheres em todo o estado.
Com o apoio estratégico da Secretaria de Estado da Cidadania, por meio da Subsecretaria de Políticas Públicas para Mulheres e do Programa Protege, o Fórum protagonizou os dois dias do evento. Sua estrutura incluiu um estande próprio para articulações institucionais, a promoção de trocas de experiências entre os municípios e a realização do painel “Políticas Públicas para Mulheres: da escuta à ação”, que reuniu gestoras de Maracaju, Corumbá, Ponta Porã e Rio Brilhante.
Mediando o painel, Manuela Nicodemos Bailosa, subsecretária de Estado de Políticas Públicas para Mulheres, enfatizou a gênese e o propósito do Fórum. “Nosso objetivo é organizar coletivamente as mulheres gestoras que fazem as políticas públicas acontecerem em seus territórios. Por meio do Fórum, construímos caminhos que fortalecem a atuação dessas profissionais e ampliam sua autonomia para enfrentar os desafios locais”, afirmou. Atualmente, o Fórum congrega representantes de 52 dos 79 municípios sul-mato-grossenses, com encontros quinzenais que debatem a rede de atendimento e a construção de estratégias conjuntas.
A subsecretária destacou que a troca constante entre os municípios tem gerado resultados concretos. “A visibilidade dos problemas enfrentados nos territórios ganha força com a partilha de desafios, aprendizados e boas práticas que ajudam outras cidades a avançarem”, ressaltou Bailosa. Essa dinâmica colaborativa tem sido fundamental para aprimorar a implementação das políticas no cenário local, promovendo um impacto mais eficaz e abrangente.
Manuela Bailosa finalizou sua participação com um apelo à ampliação da perspectiva sobre as políticas públicas para mulheres. “A pauta da violência nos consome muito, porque é urgente, mas a vida das mulheres não é atravessada apenas pela violência. Precisamos falar de autonomia financeira, saúde e trabalho, garantindo uma abordagem integral que contemple todas as dimensões da vida feminina”, concluiu, projetando um futuro onde as políticas públicas empoderem as mulheres em todos os aspectos de sua existência.


