Em Corumbá, Mato Grosso do Sul, um crime brutal ocorrido em agosto de 2025 deixou dois irmãos, de 6 e 8 anos, órfãos e marcados pela violência do feminicídio. Testemunhas do assassinato da mãe, de apenas 22 anos, as crianças agora encontram refúgio e apoio na avó materna, que assumiu a guarda e a desafiadora missão de reconstruir suas vidas. Neste 2026, a família conta com uma rede de proteção social do governo estadual para enfrentar a dor e buscar dignidade.
Para amenizar o impacto dessa tragédia, o Governo de Mato Grosso do Sul, por meio do programa Recomeços, destina R$ 1.621 mensais aos jovens sobreviventes. Além do suporte financeiro, as crianças recebem acompanhamento psicológico no ambiente escolar, essencial para processar o trauma. A avó, que também cuida de outro filho de 7 anos, é beneficiada pelo Mais Social, que garante segurança alimentar e nutricional com um cartão de R$ 450 por mês.
A avó, cuja identidade é preservada para proteger a família, expressa a dualidade de sua jornada: “Minha história é de muita luta e sofrimento. Estou falando de uma tragédia que existe, mas estou tendo apoio. A gente tem que arrumar muita força, não se sabe mais de onde, mas tem que ter. Quero que este caso não seja esquecido.” Ela destaca a agilidade do auxílio governamental, crucial para quem, como ela, não pode trabalhar devido aos cuidados com os netos. O autor do feminicídio, ex-companheiro da vítima, permanece preso, aguardando julgamento.
Os programas Recomeços e Mais Social são geridos pela Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Sead). Patrícia Cozzolino, secretária da Sead, explica que o Recomeços foi idealizado na gestão do governador Eduardo Riedel para oferecer uma nova perspectiva de vida. “Ele não só atende crianças e adolescentes cujas mães foram vítimas de feminicídio, garantindo atendimento médico e psicológico, mas também apoia mulheres que deixam a Casa Abrigo após violência doméstica, subsidiando a mobília de um novo lar e oferecendo um salário mínimo mensal para despesas familiares”, detalha Cozzolino.
Atualmente, 22 vítimas de violência em Mato Grosso do Sul são amparadas pelo Recomeços, um número que reflete o compromisso do estado em oferecer suporte concreto e um caminho para a reconstrução de vidas marcadas pela violência. A iniciativa busca não apenas reparar, mas também prevenir que a dor se perpetue, garantindo que a memória das vítimas inspire um futuro de mais segurança e dignidade para os sobreviventes.


