Campo Grande sedia, nesta quarta (17) e quinta-feira (18) de junho de 2026, o I Encontro Regional das Comissões Estaduais para a Erradicação do Trabalho Escravo (Coetraes) do Centro-Oeste. O evento reúne representantes de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal, além de órgãos públicos e instituições nacionais e internacionais, com o objetivo central de fortalecer a articulação regional e intensificar o combate ao trabalho escravo contemporâneo.
Promovido pela Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo de Mato Grosso do Sul (Coetrae-MS), o encontro é um marco na integração regional e reforça o compromisso dos governos com a promoção do trabalho digno e dos direitos humanos. Na abertura, Artur Falcette, secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável da Semadesc, destacou a indissociabilidade entre desenvolvimento e respeito aos direitos humanos.
“Temos clareza de que o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul não é incondicional. Ele precisa estar associado a uma série de princípios e garantias que devem ser respeitados”, afirmou Falcette. Ele enfatizou que o verdadeiro propósito do desenvolvimento vai além de indicadores econômicos, buscando a “melhoria da qualidade de vida das pessoas”.
Apesar do ciclo de crescimento econômico, geração de empregos e atração de investimentos que o estado vivencia, Falcette alertou para a necessidade de não “invisibilizar problemas sociais que ainda persistem”. “Mato Grosso do Sul avançou muito, mas isso não nos autoriza a fechar os olhos para os desafios. O trabalho escravo é um deles e precisa ser tratado com toda a seriedade que o tema exige. Não estamos falando apenas de estatísticas, mas de vidas humanas”, reforçou o secretário.
Para combater esse crime, Falcette salientou a importância da atuação integrada entre diferentes esferas governamentais e instituições parceiras. “A Semadesc trabalha para criar um ambiente favorável, mas a construção de políticas públicas efetivas depende da atuação conjunta com áreas como assistência social, direitos humanos, saúde e educação. O papel da comissão é fortalecer essa integração”, explicou.
O secretário também frisou que o fortalecimento da Coetrae-MS e a elaboração do Plano Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo são reflexos do compromisso da atual gestão. “Precisamos ter como objetivo permanente reduzir esse número a zero. Não é uma discussão sobre percentuais. Cada trabalhador resgatado representa uma vida”, concluiu, reiterando a meta de erradicação completa do trabalho análogo à escravidão.


