Em um esforço contínuo para a preservação do Pantanal, o Governo de Mato Grosso do Sul, através do programa PSA Conservação e Valorização da Biodiversidade, segue remunerando produtores rurais por suas iniciativas de conservação. A medida, que se consolida hoje, 18 de junho de 2026, reforça o compromisso do estado com a sustentabilidade e a valorização econômica de quem protege o bioma, considerado a maior planície alagável do mundo.
Parte integrante do inovador PSA Bioma Pantanal – uma iniciativa pioneira no Brasil –, o subprograma PSA Conservação atua diretamente no incentivo à restauração ecológica, à adoção de práticas produtivas sustentáveis e à proteção da fauna silvestre e da vegetação nativa. Além disso, o programa visa fortalecer as comunidades tradicionais, reconhecendo seu papel fundamental na salvaguarda dos ecossistemas sul-mato-grossenses.
O foco do PSA Conservação é exclusivo para proprietários rurais do Pantanal que demonstram um engajamento com a preservação de áreas de vegetação nativa que extrapolam o mínimo exigido pela legislação ambiental. Essa abordagem estratégica garante que os recursos sejam direcionados a quem realmente se dedica à conservação ativa do bioma.
Entre os beneficiados, está o produtor rural Diego Vieira, proprietário da Fazenda Jaguarte, na Serra do Amolar, que aderiu ao programa em dezembro de 2025. Para Vieira, cuja fazenda já priorizava a conservação, o PSA é uma ferramenta essencial. “O programa reconhece e valoriza economicamente os produtores que mantêm áreas preservadas e adotam boas práticas ambientais, compensando parte dos custos e incentivando a proteção dos recursos naturais”, explica Vieira. Ele destaca que o apoio financeiro tem sido crucial para expandir o compromisso com a conservação, custeando, por exemplo, a construção e manutenção de aceiros pela Brigada Comunitária da Serra do Amolar, fortalecendo a prevenção e o combate a incêndios florestais na região.
O primeiro edital do programa foi cuidadosamente elaborado, contemplando grupos prioritários, como proprietários com autorização de supressão de vegetação nativa que optassem pelo cancelamento, além de pecuaristas tradicionais do Pantanal. A classificação das propriedades levou em conta componentes de proteção, conservação e restrição, avaliando a qualidade da gestão ambiental e a localização estratégica do imóvel, como a proximidade ou inserção em áreas de proteção.


