A Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Mato Grosso do Sul divulgou, nesta quinta-feira, 19 de junho de 2026, os resultados do segundo ciclo do Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa), realizado em maio. A análise, que abrangeu 76 municípios sul-mato-grossenses, serve como bússola para o planejamento e direcionamento das ações de prevenção e controle das arboviroses em todo o estado, diante do cenário de alerta para doenças como dengue, zika e chikungunya.
Os dados do LIRAa são cruciais para identificar os diferentes níveis de infestação do mosquito transmissor, permitindo que gestores estaduais e municipais atuem de forma mais estratégica e eficiente no enfrentamento ao vetor. Este mapeamento detalhado é uma ferramenta vital para antecipar surtos e proteger a população.
Entre as localidades que demandam atenção máxima, classificadas pelo Ministério da Saúde como de alto risco (índice superior a 4), destacam-se Eldorado (9,8), Santa Rita do Pardo (7,5), Ribas do Rio Pardo (6,6), Rio Negro (5,9), Bela Vista (5,9), Maracaju (5,6), Ponta Porã (5,3), Anastácio (5,2) e Terenos (4,7). Próximos a esse limiar, Água Clara (4,1) e Camapuã (4,0) também reforçam a necessidade de vigilância intensificada.
A secretária adjunta de Estado de Saúde, Crhistinne Maymone, ressaltou a importância do levantamento para a tomada de decisões. “Os dados do LIRAa permitem identificar áreas prioritárias e planejar ações de forma antecipada. Quanto mais cedo as medidas de controle são adotadas, maiores são as chances de reduzir a proliferação do mosquito e prevenir a ocorrência de casos”, afirmou Maymone.
Na faixa de médio risco, com índices entre 1 e 3,9, estão municípios como Bataguassu (3,8), Porto Murtinho (3,2), Coronel Sapucaia (3,0), Corumbá (2,8), Itaquiraí (2,7), Itaporã (2,6), Glória de Dourados (2,6), Três Lagoas (2,5), Jaraguari (2,2), Guia Lopes da Laguna (2,2), Aral Moreira (2,2), Naviraí (2,0) e Aparecida do Taboado (2,0). Para essas áreas, a recomendação é manter o monitoramento contínuo e as ações rotineiras de eliminação de criadouros, essenciais para evitar o aumento dos índices de infestação.
O levantamento também apontou índice zero em municípios como Ladário, Nioaque, Juti, Japorã, Dois Irmãos do Buriti e Deodápolis, um resultado positivo que, contudo, não dispensa a vigilância. A SES alerta que os resultados do LIRAa devem ser analisados em conjunto com outras ferramentas de monitoramento, como ovitrampas e dados epidemiológicos, para uma avaliação completa do cenário em cada localidade e a garantia de ações preventivas contínuas.
É importante destacar que os municípios de Alcinópolis, Campo Grande e Dourados não realizaram o levantamento neste ciclo, o que impede uma avaliação completa da situação nessas importantes regiões do estado.


