Mato Grosso do Sul realizou, nesta sexta-feira (19 de junho de 2026), uma das maiores incinerações de medicamentos e produtos irregulares do país, destruindo cerca de uma tonelada de itens apreendidos. A ação, conduzida pela Coordenadoria de Vigilância Sanitária Estadual (CVISA) da Secretaria de Estado de Saúde (SES), em parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Dourados, visa a combater o crescente mercado clandestino e proteger a saúde pública.
O montante incinerado incluiu uma vasta gama de produtos sem registro ou regularização junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), como análogos de GLP-1, canetas emagrecedoras, peptídeos para fins estéticos e esteroides anabolizantes de origem estrangeira. A destruição, realizada na empresa San Cristo, em Dourados, marca a etapa final de um processo contínuo de fiscalização que retira de circulação produtos de procedência duvidosa e potencialmente perigosos.
A Polícia Rodoviária Federal foi fundamental para a operação, escoltando o material de Campo Grande até Dourados e garantindo a segurança de toda a carga até sua destinação final. Os itens foram apreendidos em fiscalizações permanentes da Vigilância Sanitária Estadual, focadas em centros de triagem e distribuição dos Correios e em transportadoras que atuam em Mato Grosso do Sul, pontos cruciais para a entrada e circulação desses produtos ilegais.
Somente neste ano de 2026, as operações conjuntas resultaram na apreensão de mais de 20 mil produtos irregulares, incluindo medicamentos e substâncias comercializadas clandestinamente. O valor estimado desses materiais apreendidos ultrapassa a marca dos R$ 15 milhões, evidenciando a dimensão do lucro gerado pelo comércio ilegal e o prejuízo potencial à saúde da população.
Matheus Pirolo, gerente da Vigilância Sanitária Estadual, enfatizou a importância da ação. “A destruição desses produtos demonstra que medicamentos apreendidos em ações sanitárias não retornam ao mercado. É uma medida que garante segurança à população e reforça o compromisso da Vigilância Sanitária no combate ao comércio ilegal de produtos que podem causar sérios danos à saúde”, afirmou Pirolo.
Pirolo também destacou o volume recorde de apreensões. “Em poucos meses de operação, alcançamos um volume de apreensões sem precedentes, o que revela a dimensão do mercado clandestino que atua à margem da legislação sanitária. Trata-se de um trabalho permanente de fiscalização, que busca interromper a circulação de produtos sem qualquer garantia de qualidade, procedência ou segurança para a população”, completou.
O mercado clandestino de medicamentos e produtos de saúde representa um grave risco, uma vez que esses itens não possuem controle de qualidade, podem ter formulação incorreta, estar contaminados ou conter substâncias não declaradas, colocando em perigo a vida dos consumidores. A ação de hoje reforça a determinação das autoridades em proteger os cidadãos sul-mato-grossenses contra essa ameaça.


