Aos 13 anos, enquanto muitos adolescentes exploram as telas em busca de entretenimento, Laura Giovana Chaves dos Santos encontrou nas redes sociais a inspiração para um futuro profissional ambicioso: a perícia oficial. Na semana passada, a estudante do 8º ano da rede municipal de Campo Grande trocou o universo digital pela imersão nos bastidores da Polícia Científica de Mato Grosso do Sul (PCi-MS), consolidando seu desejo de se tornar perita.
Acompanhada pela mãe, Luciana Chaves da Cruz dos Santos, Laura percorreu os quatro institutos da corporação, conversando com peritos criminais, papiloscopistas, médico-legistas e agentes de polícia científica. Suas perguntas foram além dos equipamentos e procedimentos técnicos; a jovem quis saber sobre as motivações para a escolha da profissão, a preparação para concursos públicos, as atividades diárias e os desafios da rotina, demonstrando uma curiosidade profunda e madura.
Durante a visita, organizada pela Assessoria de Comunicação da Polícia Científica após um e-mail de sua tia relatando o interesse, Laura teve a oportunidade de observar demonstrações técnicas impressionantes. No Instituto de Criminalística (IC), ela acompanhou a análise de pequenas marcas deixadas em elementos de munição, entendendo como esses sinais são comparados para identificar a arma utilizada – uma realidade que antes só conhecia por filmes e séries, agora desvendada por profissionais.
A jornada da estudante incluiu o trabalho em locais de crime e núcleos especializados. Na balística, observou a análise de projéteis e estojos. Na documentoscopia, recebeu explicações sobre a autenticidade de documentos e a identificação de alterações. Passou ainda pela informática forense, perícias ambientais e engenharia legal, aprendendo que um único caso pode exigir conhecimentos de física, química, biologia, engenharia e tecnologia. Os agentes de Polícia Científica, por sua vez, detalharam seu papel crucial no apoio aos exames e na preservação de vestígios.
“Eu gostei de tudo. Vi como eles analisam documentos para saber se são verdadeiros, conheci a parte das armas e achei tudo muito interessante”, relatou Laura, com os olhos brilhando. Sua paixão pela área surgiu após assistir a um vídeo sobre perícia criminal nas redes sociais, que a conectou com o universo de investigação que já admirava em produções audiovisuais. A experiência real apenas reforçou sua vocação, pavimentando o caminho para uma promissora carreira na ciência forense.


