Mato Grosso do Sul deu um passo decisivo na consolidação de sua economia de ativos ambientais. A MS Ativos Ambientais publicou, ontem (24), o Edital de Chamamento Público nº 001/2026, buscando um parceiro estratégico, nacional ou internacional, para estruturar, implementar, certificar, comercializar e gerir créditos de carbono gerados no estado. Esta iniciativa marca uma nova fase para a política estadual de clima e desenvolvimento sustentável, conectando a conservação ambiental com o mercado global e a atração de investimentos.
O edital visa selecionar uma instituição com expertise para desenvolver projetos de restauração ecológica, Soluções Baseadas na Natureza (SbN), e o Programa Jurisdicional de REDD+ de Mato Grosso do Sul, já autorizado pela Semadesc. A parceria estratégica é fundamental para ampliar a capacidade técnica e comercial da companhia estadual no competitivo mercado global de carbono. O lançamento ocorre enquanto o secretário Artur Falcette, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), representa o Governo de MS na London Climate Action Week (LCAW), em Londres.
“Esse primeiro edital, lançado pela companhia que foi criada para fazer a gestão e exploração desses ativos, é aberto para instituições nacionais e internacionais que atuem nessa área”, destacou Falcette. Ele detalhou que a iniciativa prevê projetos de carbono focados em Soluções Baseadas na Natureza, além de créditos REDD+ — oriundos da redução do desmatamento e da degradação, para os quais Mato Grosso do Sul já possui autorização do ConaRED para certificar e comercializar —, e projetos de restauração.
O objetivo principal é constituir uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) com a MS Ativos Ambientais, selecionando um parceiro da iniciativa privada que demonstre robusta capacidade técnica, financeira e experiência internacional. “Com critérios bastante rigorosos do ponto de vista técnico e financeiro, o Estado busca formar uma parceria capaz de estruturar esses projetos ao longo do tempo, internalizando recursos e distribuindo os benefícios por meio de uma governança moderna e transparente, alcançando comunidades tradicionais, povos indígenas e todos aqueles que contribuírem para a geração desses ativos ambientais”, explicou o secretário.
A iniciativa é vista como a solidificação da economia de ativos ambientais como uma política pública essencial para o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul. Ao atribuir valor a esses ativos, o estado não apenas impulsiona a conservação, mas também gera novas fontes de receita e oportunidades para suas populações.


